Regionalismo no PTT-Metro e Pontos de Tráfego no mundo

Gráfico PTT-Metro no mundo

Gráfico PTT-Metro no mundo

Retornando a série de posts sobre o PTT-Metro, divulgaremos neste texto os seguintes assuntos: Regionalismo no PTT-Metro e introduzir o assunto Pontos de Tráfego no Mundo.

Regionalismo no PTT-Metro

Antes mesmo de sua concepção, os organizadores do PTT-Metro definiram várias recomendações e acordos de melhores práticas para seu funcionamento. Uma dessas recomendações é o Regionalismo, este item sugere que provedores de acesso e provedores de conteúdo participem do PTT de sua cidade de origem, por exemplo, o centro de atividades da DialHost encontra-se localizado na cidade de Belo Horizonte/MG, logo é recomendado que a DialHost participe do PTT-Metro de Belo Horizonte. Então, por quê  São Paulo detém 80% de todo o tráfego cursado em Pontos de Troca de Tráfego em todo Brasil? Lembram-se deste questionamento no último POST ( Ponto de Troca de Tráfego – PTT-Metro )? Pois bem, o estudo de caso proposto abaixo responderá essa pergunta.

Estudo de Caso

Para iniciar o estudo de caso, vamos entender um fato importantíssimo. Quanto maior o volume de tráfego cursado dentro de um PTT, mais atrativa será essa estrutura perante os provedores de conteúdo e acesso. É uma verdadeira bola de neve, quantos mais participantes, mais tráfego, mais atratividade.

Porém, o que acontece se este ciclo não for seguido? O que ocorrerá se o regionalismo não for levado em consideração?

Desta forma, tomando como base os questionamentos do parágrafo acima, propomos o seguinte o exercício. O centro de operações do Google encontra-se localizado em São Paulo e você proprietário da empresa X, localizada em Vitória/ES, especializada no ramo de acesso de dados, possui a seguinte distribuição de tráfego: 70% de interesse de tráfego para o Google e 30% de interesse com a empresa Y. Em sua opinião é mais interessante participar PTT-Metro de Vitória e contratar um link de trânsito para acessar o Google ou participar do PTT-Metro de São Paulo e contratar um circuito de trânsito para comunicar-se com a empresa Y?

Ressaltando ainda que o preço do 1Mb no PTT-Metro é aproximadamente 40% mais barato se comparado a 1Mb de um circuito de trânsito. As duas opções estão corretas, entretanto, se você escolheu a primeira opção, participar do PTT de São Paulo e contratar um circuito de trânsito para acessar o conteúdo disponibilizado pela empresa Y, você escolheu a melhor opção financeira, entretanto, quebrará o ciclo e não seguirá a recomendação de regionalização.

Como consequência, o PTT-Metro de Vitória estará perdendo tráfego e quem sabe um futuro acordo com o Google. Este exercício exemplifica fielmente o que acontece no mercado de telecomunicações e por isso tamanha discrepância entre o tráfego cursado em São Paulo com as demais PTTs. No último POST destas divulgações, retomaremos este assunto e as possíveis ações para minimizar os problemas de desregionalização.

Pontos de Troca de Tráfego no mundo

Para introduzir e iniciar estudo comparou-se a principal estrutura brasileira localizada em São Paulo e a maior PTT da Europa, localizado em Amsterdã.

Tráfego Agregado do PTT-Metro de São Paulo nos últimos 13 meses

Tráfego Agregado do PTT de São Paulo nos últimos 13 meses – Fonte: Comitê Gestor da Internet no Brasil

De acordo com nosso estudo, o PTT-Metro de São Paulo atingiu taxas de 126,20 Gbps. Vale salientar que o gráfico acima apresenta consumo máximo de 95,66 Gbps, porém, este enorme desvio é devido à discretização de 13 meses. Caso seja de seu interesse, entre no site ptt.br e observe o consumo máximo para amostras diferentes.

Trafego Agregado do PTT-metro de Amsterdam

Trafego Agregado do PTT de Amsterdam nos últimos 16 Meses – Fonte: Amsterdam Internet Exchange

Já para a capital da Holanda, pode-se observar consumo máximo de 2,166 Tbps num período de 16 meses, ou seja, da mesma forma que na amostragem do PTT-SP, caso a amostragem seja reduzida, valores ainda mais altos serão encontrados. Para o nosso estudo, 2,166 Tbps mais do que evidenciam a diferença entre o maior PTT do Brasil e o maior PTT da Europa. Como alavancar ainda mais o crescimento dos PTTs no Brasil? Quais as perspectivas sobre o futuro do PTT-Metro no Brasil? Na sequência desta publicação, descriminaremos nosso ponto de vista sobre todas as perguntas citadas no parágrafo.

Confira também:

Ponto de Troca de Tráfego – PTT-Metro
O futuro do PTT-Metro no Brasil

Conheça os servidores dedicados DialHost. Alto desempenho com DataCenter no Brasil

DialHost
DialHost

Contamos com nosso DataCenter no Brasil de alta qualidade, estabilidade e confiança para hospedar seu site. Utilize poderosas ferramentas para otimizar o uso do seu serviço e seja sempre atendido de forma rápida e clara pelo nosso atendimento 24h.

Ponto de Troca de Tráfego – PTT-Metro

Gráfico PTT

Imagem: Grafico de Tráfego agregado PTTs

Introdução 

Muito se fala sobre Pontos de Troca de Tráfego (PTT-Metro) e seu desenvolvimento no Brasil, sendo assim, resolvemos compartilhar nossa visão sobre este assunto com vocês.

O PTT é uma estrutura regional, onde vários provedores de acesso e conteúdo comunicam-se de maneira mais simples e eficiente (caso seja do seu interesse, acesse o site ptt.br e obtenha mais detalhes do funcionamento do PTT).

Para o inicio da sequência de publicações referentes a este tema, abordaremos vários tópicos interessantes do ponto de vista de um provedor de conteúdo, são eles: Conceitos utilizados, Vantagens proporcionadas, PTT no Brasil, disparidade de consumo de tráfego entre os PTT do Brasil, Pontos de Troca de Tráfego no Mundo, entre outros.

Vale ressaltar que para o desenvolvimento deste estudo, foram utilizados materiais disponibilizados pelo Comitê Gestor da Internet, através do site ptt.br.

Vantagens

Para comparar os tipos de interconexões é interessante mencionar como a DialHost Internet encontra-se conectada com à Internet. Atualmente, disponibilizamos conteúdo através de circuitos de trânsito redundantes e de um enlace de alta capacidade com o PTT-Metro de Belo Horizonte. A Figura 1 descrimina simplificadamente a conectividade com a Internet e com o PTT. Com esse cenário exemplificado, iniciaremos uma simples comparação.

Cenário Simplificado dos Enlaces da DialHost

Cenário Simplificado dos Enlaces da DialHost.

Para explicitar algumas das vantagens em estar no PTT, realizamos testes de conectividade com dois Hosts. O teste consiste no seguinte procedimento, realizar envio de N pacotes ICMP (“ping”) a partir do Host A para dois destinos, um entroncado no PTT de Belo Horizonte e outro não,

Vamos aos resultados:

Para o endereço www.uai.com.br, que encontra-se conectado ao PTT-Metro de Belo Horizonte,  obtivemos o seguinte desempenho:

Pacotes Enviados:   1000
Pacotes Recebidos: 1000
Latência Média:        1 ms

Para o endereço www.globo.com.br, que não encontra-se conectado ao PTT- Metro de Belo Horizonte, obtivemos o seguinte desempenho:

Pacotes Enviados:    1000
Pacotes Recebidos:  1000
Latência Média:         29ms

Apesar da conectividade para ambos os destinos estarem excelentes, para o tipo de aplicação, é nítida a diferença de latência. Além da latência, é perceptível a simplicidade do encaminhamento de tráfego e os preços praticados pelos provedores de acesso, a diferença de custo varia de 40% e 60%, se comparado a um circuito de trânsito.

Ponto de Troca de Tráfego no Brasil

Pode-se observar na Figura 2, que o crescimento total de tráfego assemelha-se a uma curva exponencial, partindo do consumo de aproximado de 10 Gbps em 2008, para estimados 115 Gbps em 2013. Percentualmente falando, um aumento estimado de 1150%.

Tráfego Agregado PTTs Brasil

Tráfego Agregado PTTs Brasil entre 2008 e 2013

Contudo, como observa-se na Figura 3 o tráfego está praticamente retido em São Paulo, aproximadamente 80% de todo tráfego curso no Brasil concentra-se no PTT de São Paulo. São 126,20 Gbps consumidos em São Paulo, contra 29,89 Gbps consumidos por todos outros Pontos de Troca de Tráfego.

Tráfego Agregado PTTs Brasil por Estado

Tráfego Agregado PTTs Brasil divido por Estado

Afinal, porque isso acontece? Na próxima sequência desta publicação responderemos a questão acima e ainda analisaremos o contexto no qual os Pontos de Troca de Tráfego encontram-se.

Confira também:

 

Regionalismo no PTT-Metro e Pontos de Tráfego no mundo
O futuro do PTT-Metro no Brasil.

Confira os servidores dedicados DialHost. Servidores no Brasil com alto desempenho para sua aplicação.

DialHost
DialHost

Contamos com nosso DataCenter no Brasil de alta qualidade, estabilidade e confiança para hospedar seu site. Utilize poderosas ferramentas para otimizar o uso do seu serviço e seja sempre atendido de forma rápida e clara pelo nosso atendimento 24h.

Um pequeno guia sobre IPv4 e IPv6

A internet funciona através de protocolos. Combinações numéricas que estabelecem conexões entre computadores. Quando você abre a janela do seu provedor de banda larga para entrar no modo online, milhares de números e valores mantém você na rede.

Assunto do momento, os protocolos IPv4 e IPv6, ainda causam dúvidas para quem utiliza a internet. Por isso, o TechTudo preparou um pequeno guia para explicar o que são esses protocolos, e como eles funcionam. Antes de tudo, é preciso saber que o padrão IPv4 está desde a criação da rede e logo será excluído para o uso do IPv6. Confira, abaixo, no que consiste cada protocolo.

O que é o IPv4?

IPv4 significa Protocol version 4, ou versão 4 de protocolos. É a tecnologia que permite que nossos aparelhos conectem na internet, seja qual for o tipo de gadget – pode ser PC, Mac, smartphones ou outros aparelhos. Cada um que estiver online terá um código único, como 99.48.227.227 por exemplo, para enviar e receber dados de outros que estiverem conectados.

O que é o IPv6?

O IPv6 é a sexta revisão dos protocolos na internet e é o sucessor natural do IPv4. Essencialmente, ele faz a mesma coisa que outras tecnologias desse tipo, mas em 128 bits.

Por que estamos usando IPv4?

O IPv4 transfere endereços de protocolos de 32 bits. Sustenta aproximadamente 4,29 bilhões de IPs pelo mundo todo, o que nos fez chegar na crise atual: O sistema não suportará mais endereços do que isso.

Como o IPv6 resolveria esse problema?

O novo sistema suportaria algo como 340.282.366.920.938.000.000.000.000.000.000.000.000 endereços. Você consegue calcular isso? Pois é, nem eu. Mas é muito mais do que 4 bilhões atuais e conseguiria suportar a demanda do crescimento da internet por mais muitos anos. E isso acontece apenas porque os IPs trabalham em 128 bits.

Por que não substituímos os sistemas, simplesmente?

Os protocolos já começaram a ser substituídos na última década. Essencialmente, os dois sistemas funcionam paralelamente. No entanto, o teste de verdade com o IPv6 será em 8 de junho desse ano, batizado de “World IPv6 Day“. Google, Facebook e outros grandes companhias farão a substituição para testar se os novos IPs vão funcionar.

Como isso vai me afetar?

Aparentemente, isso não vai te afetar. Sistemas operacionais como Windows XP Service Pack 1, Mac OS X 10.2 e posteriores contam com IPv6. O problema está nos aparelhos roteadores. Neste caso, você terá, que fazer a substituição dessa peça por outra mais atual para se manter online. Alguns bugs também precisam ser ajustados para a grande massa. E ninguém sabe quanto vai demorar para a transição completa entre os sistemas. De qualquer maneira, não há motivo para entrar em pânico.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/

DialHost
DialHost

Contamos com nosso DataCenter no Brasil de alta qualidade, estabilidade e confiança para hospedar seu site. Utilize poderosas ferramentas para otimizar o uso do seu serviço e seja sempre atendido de forma rápida e clara pelo nosso atendimento 24h.