26% das transações online são realizadas via dispositivos móveis

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Pela primeira vez, o Índice Global de Pagamentos Móveis colocou o mobile como responsável por mais de um quarto do total das transações online no mundo. O relatório, produzido pela Adyen e publicado a cada trimestre desde julho de 2013, mostrou que 25,8% dos pagamentos na web foram realizados via dispositivos móveis durante o último trimestre do ano passado.

Em relação ao terceiro trimestre de 2014, foi observado um crescimento de 11% na participação do mobile, e 37% maior que o mesmo período em 2013 (18,8%).

Impulsionado pelas festas de fim de ano, dezembro foi responsável pelo maior índice de pagamentos, com 26,6%. Novembro, mês de Black Friday e Cyber Monday, também foi importante para as transações móveis, que tiveram participação de 26,1%.

O iPad foi o gadget preferido dos consumidores para concluir compras, com 34% sobre o total de vendas em dispositivos móveis. Na segunda posição ficou o iPhone, com 32,3%, seguido pelos aparelhos com sistema Android, com 25,3%. No último trimestre de 2013, o cenário era bastante diferente: 40% das transações móveis foram realizadas no iPad, 32% no iPhone e apenas 20% no Android.

A pesquisa acompanha a ascensão do papel dos smartphones nas compras. Trimestre após trimestre, os dispositivos vêm conquistando o espaço dos tablets. No último trimestre, 58% das transações foram realizadas pelos celulares, contra 42% nos tablets. Em 2013, foram registradas 53% em smartphones e 47% nos tablets. Entretanto, o volume de transações nos tablets continua crescendo no geral, com 10,8%, contra 10% no terceiro trimestre de 2014.

Os smartphones foram responsáveis por cerca de 20% de todas as transações online na compra de bens digitais, enquanto os tablets representaram somente 7%. Ocorre um movimento contrário com bens físicos, em que os smartphones respondem por menos de 10% das compras de varejo, e tablets despontam com 19%.

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Notícia publicada no iMasters.

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Como a computação de 64 bits vai melhorar a experiência móvel

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Este artigo foi escrito em conjunto com Raj Lahari.

Se você é um desenvolvedor que quer tornar a experiência móvel mais poderosa para os usuários finais, vale a pena conhecer a fundo a computação de 64 bits. Com ela na ponta dos dedos, os desenvolvedores de dispositivos móveis como smartphones e tablets irão se beneficiar com grandes ganhos de desempenho, memória endereçável acima de 4 GB, e melhores capacidades de segurança.

Longo caminho percorrido

Desde que surgiu no Cray-1, o supercomputador lançado em 1975, a arquitetura de computação de 64 bits tem sido considerada como um marco do poder de processamento. Ao longo das duas décadas seguintes, a tecnologia começou a encontrar seu caminho para os servidores baseados em microcomputadores e, em meados dos anos 1990, para estações de trabalho high-end.

Hoje, os processadores de 64 bits são comuns e em breve se tornarão a base para smartphones e tablets. Com a arquitetura de 64 bits, os desenvolvedores de smartphones e tablets serão beneficiados com grandes ganhos de performance, memória endereçável acima de 4 GB e maiores conjuntos de dados em memória.

Melhor para segurança

Além disso, a arquitetura de 64 bits vai proteger melhor os dados de dispositivos e redes corporativas, uma vez que afasta as ameaças à segurança. De acordo com um relatório lançado em julho de 2014 pela Nielsen, usuários de Android e iPhone com 18 anos ou mais passaram mais de 30 horas por mês utilizando aplicativos móveis em 2013, um aumento de 65% sobre os números de 2012. Os dispositivos móveis também estão permeando o local de trabalho, onde a computação complexa e a segurança são exigidas. A Symantec, em 2012, identificou mais de 200 milhões de definições de vírus, aproximadamente o mesmo número que foi identificado entre 1991 e 2011. Os smartphones e os tablets devem proteger os dados pessoais do usuário, e o hardware móvel deve proporcionar uma experiência de uso adequada.

Intel e Android

O departamento de Software e Serviços da Intel tem ajudado a melhorar o kernel Linux para habilitar a computação de 64 bits desde 2004. A Intel está envolvida em todos os programas, incluindo os navegadores de código aberto Chromium e Blink, além de contribuir para o projeto do compilador GCC, compiladores comerciais, hypervisors, drivers SLC, e “qualquer outra coisa que faça o sistema funcionar”, disse Joe Daly, diretor de engenharia do Centro de Tecnologia Open Source (OTC) dentro do departamento de Software e Serviços da Intel.

Esse grupo desenvolveu uma linha principal Android para fornecer um ponto de partida comum para que os grupos da plataforma de hardware da Intel possam lançar seus esforços de programação para acessar os recursos do processador. A linha principal também é usada como referência para outras variações do Android que requerem aplicativos Android de referência.

Grande parte dos esforços do grupo está focada no Android L e na versão de 64 bits do Android Runtime (ART). Enquanto a Intel tem trabalhado com as versões anteriores do sistema operacional em tempo de execução, a liberação da versão deste ano vai envolver a funcionalidade e o desempenho do hardware de 64 bits. Ela tira proveito de instruções prontas e da escrita de compiladores em tempo de execução que otimizam o código para hardware Intel.

Benefícios da plataforma móvel de 64 bits

Kumar Shiv, principal engenheiro e arquiteto de desempenho da Intel para as máquinas Dalvik de 32 bits e ART de 64 bits, disse que as plataformas móveis de 64 bits podem beneficiar o usuário de várias maneiras. “A plataforma de 64 bits pode, potencialmente, melhorar muitos elementos perceptíveis pelo usuário”, disse Shiv. Os exemplos mais comuns incluem os ciclos de criptografia e descriptografia de aplicativos seguros e os padrões de codificação-decodificação de reprodução de mídia. Ao fazer uma infinidade de operações lógicas em fluxos de bits de grande porte, trabalhar em plataformas de 64 bits cada vez mais é uma enorme vantagem. “Alguns algoritmos sofisticados só funcionam em sistemas de 64 bits, pois em sistemas de 32 bits seriam muito lentos. Para operações matemáticas complexas, uma plataforma de 64 bits é quase que o melhor cenário do mundo”, explicou Shiv.

Em sua pilha de referência, a Intel fornece uma implementação completa do Android, incluindo melhores práticas de segurança e privacidade. O próprio sistema operacional Linux também contém diversos recursos de segurança capazes de barrar ataques de mais baixo nível que são ativados somente em modo 64 bits. “O boot no Android é verificado, o gerenciamento de credenciais, a proteção de conteúdo, e outras coisas que acontecem no Android relacionadas ao gerenciamento de telefones e tablets Android possuem um gateway seguro para a nuvem”, disse Daly.

À medida que o mundo abraça a era Big Data, a segurança proporcionada pela computação de 64 bits será necessária para dispositivos móveis. “Do ponto de vista dos dispositivos da era da Internet das Coisas, essa é a única grande preocupação”, disse Shiv. “Esses dispositivos têm todos os nossos dados pessoais e estão todos na Internet. Precisamos torná-los o mais seguro possível”.

Além da segurança

Fotografia e gráficos com intensos efeitos digitais também serão beneficiados com plataformas de 64 bits. “Os smartphones agora são câmeras também. Edição de duas ou três fotos juntas, fazer um HDR [high dynamic range], ou extrair cenas de vídeo exigem muita memória “, disse Daly. Fotografia e edição em dispositivos móveis pode ser uma experiência melhorada com essa plataforma.

Até mesmo aplicativos de uso geral podem ganhar com plataformas de 64 bits. Com base em suas observações da migração das plataformas de 64 bits do Linux empresarial e do Windows na década de 2000, Daly disse que os aplicativos podem ver uma melhoria de cerca de 15%, à medida que ISVs mudam para plataformas de 64 bits. Desenhando uma linha média, alguns recursos vão cair para baixo dessa linha e alguns vão ultrapassá-la. Criptografia, processamento de imagem e qualquer coisa que precise de processamento irão experimentar benefícios na plataforma de 64 bits. Aplicativos que são altamente otimizados para 32 bits podem não ter nada a ganhar. “Pode haver aplicativos altamente otimizados para 32 bits que podem realmente rodar mal em plataformas de 64 bits”, disse Daly.

Alterações no código do futuro

Um ponto importante no surgimento de dispositivos de 64 bits é que os aplicativos Java puros serão executados de forma inalterada nas plataformas no tempo de execução Dalvik de 32 bits e na plataforma ART de 64 bits, independentemente se o dispositivo foi construído com ARM ou em Arquitetura Intel. Mas se o aplicativo contém código nativo ou chamadas através da Java Native Interface, ele terá de ser recompilado. Se os desenvolvedores querem tirar proveito da arquitetura de 64 bits, terão que desenvolver múltiplos binários otimizados.

Para os desenvolvedores de código nativo que planejam a transição de plataformas, o processo será diferente. “Se um desenvolvedor simplesmente quer levar seu aplicativo para o Android L, deverá recompilá-lo e testá-lo novamente. Mas se querem mudar para 64 bits, alguma portabilidade deverá ser feita, e então os desenvolvedores terão que recompilar as partes nativas do código usando o novo NDK”, disse Daly. O NDK é o Kit de Desenvolvimento Nativo do Android R10. O segundo, também disponível agora, é o SDK do Android, que oferece bibliotecas de API e ferramentas para construir, testar e depurar aplicativos Android. O SDK também está disponível juntamente com o Eclipse IDE e trabalha ao lado do pacote de ferramentas Intel® INDE (em beta). A própria Intel oferece ferramentas líderes na indústria para o desenvolvimento de aplicativos em plataformas de 64 bits, incluindo compiladores, otimizadores e um extenso Programa de Parceria de Software.

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”

Como os desenvolvedores devem se preparar para a onda de 64 bits que está chegando, uma sincronia harmoniosa deve ocorrer quando o hardware e o software estiverem equilibrados. “Esperamos que a maioria dos aplicativos funcionem bem, mas um app poderia não funcionar muito bem por causa da quantidade física de memória disponível; ou dispositivos podem demorar um pouco para ficarem atualizados até que a plataforma de 64 bits responda de acordo com sua capacidade de memória”. Os desenvolvedores podem precisar manter versões de 32 e 64 bits de seus aplicativos por um tempo para atender a todos os usuários.

O longo histórico da Intel em hardware de 64 bits, combinado com o software que habilita a otimização, cria condições favoráveis para o avanço da plataforma em tablets e smartphones. Sem as limitações de memória e velocidade, projetar software para o mundo mobile agora depende somente da imaginação dos desenvolvedores e como eles decidirão usar esse poder.

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Artigo de Wendy Boswell, publicado no iMasters.

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Quais são as principais tendências tecnológicas para 2015?

2015

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O ano de 2015 promete novidades tecnológicas e com custos cada vez mais acessíveis para os brasileiros. Dentre as infinitas possibilidades que são lançadas a cada momento, é possível destacar tendências fortes e dominantes. A chave de casa via biometria já está inserida em novos projetos arquitetônicos. No caixa eletrônico, o acesso a documentos também tem sido facilitado, assim como aplicativos para medir pressão arterial e batimentos cardíacos, que têm ficado mais acessíveis e com modernidades que cabem no bolso.

Confira as tendências para 2015:

Ambiente empresarial

No ambiente empresarial duas tendências estarão fortes. A primeira apresenta alto investimento na infraestrutura para suportar os sistemas que já estão implantados. Já a segunda, o aumento de softwares que serão desenvolvidos para dar suporte aos novos modelos de negócios que as empresas irão implantar para atrair mais clientes, fornecedores e parceiros.

Mobilidade

Os smartphones com acesso a web já dominavam e continuarão na lista de produtos tecnológicos mais vendidos, só que com mais rapidez e capacidade de memória para a interação em tempo real com vários aplicativos simultaneamente interligados. Teremos ainda mais sedimentado o crescimento exponencial de pagamentos realizados via smartphones, em bares, cafés, restaurantes, salões de beleza, entre outros. Sendo assim, 2015 contará com a popularização e o aperfeiçoamento desta forma de pagamento.

Além disso, os smartphones também serão os aliados para a prática de atividades holísticas, terapêuticas e complementares, com atendimentos de terapeutas em tempo real e com a disponibilidade de aplicativos neste segmento que favoreçam o equilíbrio e a qualidade de vida. Inclusive, a tradicional atividade física, também terá sua atuação ampliada com seus profissionais, que de forma personalizada, darão orientações. E mesmo em casos independentes. Também será possível obter, por parte do aparelho, o controle da quantidade de passos, número de caminhadas, entre outras práticas que favoreçam a conquista de metas diárias. Na área da saúde também será possível medir a pressão arterial, os batimentos cardíacos, a diabetes e a temperatura corpórea.

O smartphone terá sua atuação cada vez mais ampliada a ponto de se tornar um parceiro indispensável mesmo para as atividades mais corriqueiras, como é o caso de abrir fechaduras, portões eletrônicos e até mesmo para trocar o canal da TV. E isso já pode ser percebido nos recentes projetos no ramo imobiliário que já incluiu este aparelho para acionar e enviar comandos personalizados. Essa tendência é conhecida como Internet das Coisas.

Internet das coisas

Esta é uma área muito promissora, pois está revolucionando o conceito da Internet por meio da proposta de conectar objetos do nosso dia a dia com a rede mundial de computadores.  Na indústria automobilística, onde os veículos já possuem muita interação com a Internet, os motoristas irão receber informações sobre troca de óleo ou calibragem dos pneus pelo smartphone ou no seu computador via comando de voz. Já no ambiente doméstico, a geladeira conectada à Internet irá oferecer interação com o aplicativo do smartphone para receber informações dos produtos que estão faltando na hora das compras.

Computação em nuvem

O acesso e a manipulação de dados, principalmente aqueles imprescindíveis para as tomadas de decisões, serão ainda mais ampliados para que a restrição seja a mínima possível. Atualmente, é possível de qualquer aparelho e lugar, acessar arquivos graças ao cloud computing. São vídeos conferências, pesquisas, imagens, documentos diversos, acessados, modificados ou compartilhados com maior facilidade. Documentos pessoais ou profissionais serão facilitados com a disponibilização de aplicativos como Office para smartphones, tanto para ambientes domésticos como empresarial.

Games

Na área do entretenimento, o crescimento dos aplicativos de games se multiplica a cada dia, inclusive como forma de suporte e incentivo à área educacional. A popularização dos jogos 3D com tela touch permitirá uma interação ainda mais inovadora com o smartphone sem mesmo precisar tocá-lo, como é o caso do aparelho Kinect da linha XBox.

Segurança

O próximo ano será também o ano da biometria em larga escala, que ganhará ainda mais força para a segurança e reconhecimento de dados. Com isso, os aplicativos de reconhecimento de voz também estão em evidência.

Impressora 3D

Apesar do seu alto custo no mercado, as impressoras 3D serão uma forte aposta para as empresas, principalmente a de pequeno e médio porte, pois o preço estará mais acessível e seu uso mais abrangente e popularizado.

GPS – Trânsito

Cada vez mais, aplicativos para trânsito com o uso de GPS serão mais precisos em termos de voz, imagem e interação com produtos e serviços que estejam disponíveis na rota traçada, principalmente os utilizados em casos de emergência.

Televisão 4K

O nome e termo referem-se à garantia de uma definição quatro vezes maior (3840 × 2160 pixels) do que a Full HD, já presente em diversos modelos. Alguns pontos positivos são: o acesso a Internet, o recurso 3D e uma imagem com definição aperfeiçoada.

Contactless (cartões inteligentes sem contato)

Essa tecnologia tende a ser muito forte em 2015, pois as compras de produtos serão mais práticas e seguras. O pagamento é simples, basta aproximar o seu cartão em uma máquina de débito ou crédito, validar com o uso da biometria e está feito. A vantagem é a agilidade e a facilidade nas compras.

Big data

É um conjunto de tecnologias para maior velocidade e grande armazenamento de dados. Na prática, esta tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real. Será muito útil para empresas que trabalham com um volume grande de dados não estruturados para tomada de decisão.

EAD

A educação a distância continuará em crescimento nos próximos anos. O diferencial está no preço da mensalidade, que chega a ser quatro vezes mais barato do que um curso presencial. A modalidade ganhou força com a popularização da banda larga no país e agora uma nova geração de pessoas “nascidas em um ambiente 100% digital” abre novas perspectivas.

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Artigo de Cláudio Boghi, publicado no iMasters.

Device-agnostic: desenvolvimento único, múltiplas plataformas

Design responsivo

Device-agnostic

A palavra “agnóstico”, de origem grega (a gnose, não-conhecimento), tem ligação com questionamentos profundos do ser humano, especialmente religiosos. Um pensamento agnóstico é, essencialmente, cético em relação a crenças: elas existem, mesmo que não seja possível provar. Essa postura de “dúvida permanente”, capaz de revelar respostas e abrir a mente, vem sendo adotada por desenvolvedores web ao projetarem e implementarem produtos e serviços.

A crença, nesse caso, é a de que “plataformas e dispositivos diferentes exigem soluções específicas”. O desenvolvedor e web designer norte-americano Ethan Marcotte foi um dos primeiros a questionar essa premissa, em 2010, ao escrever em seu blog sobre as vantagens do design responsivo. “Não se trata de ‘projetar para celular’, mas também não é ‘projetar para desktop’. Em vez disso, é sobre a adoção de uma abordagem mais flexível para a web, uma abordagem device-agnostic”.

Ao contrário da visão tradicional, centrada em dispositivos, a expressão device-agnostic aponta para um desenvolvimento único, baseado na web, capaz de funcionar em qualquer lugar, mesmo em dispositivos que ainda não foram criados. “A presença da web em múltiplos dispositivos não é novidade. O W3C possui dezenas de grupos de trabalho e interesse, que discutem a evolução na web tanto em dispositivos móveis quanto sua aplicação em automóveis, por exemplo. Os grupos surgem conforme as tecnologias evoluem”, explica o especialista em desenvolvimento web do W3C Brasil, Reinaldo Ferraz.

Para Clécio Bachini, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Soyuz Sistemas, vivemos um momento no qual o dispositivo não é mais a estrela, mas sim a experiência que a aplicação proporciona e sua adaptação ao ambiente. “Isso é a principal questão do device-agnostic, porque eu posso dar continuidade ao meu trabalho em qualquer lugar, de acordo com os meus interesses”. Nesse contexto, a interoperabilidade da web é a chave. “É possível pensar em uma aplicação em uma loja de aplicativos que não faz ideia de como ela é feita, e ela pode ser toda baseada em web”, lembra Ferraz.

No smartphone ou na televisão

Bachini acredita que, com o tempo, existirão mais sistemas operacionais baseados em um núcleo Linux, C ou outra linguagem baseada em UNIX, mas com interface totalmente web. “A web é essencial para isso. Ela está se tornando a grande máquina universal. É possível colocar um engine de web em qualquer dispositivo e rodar. A preocupação é que ele renderize e que rode aplicações JavaScript mais rápido. É o que acontece hoje com aplicações no navegador Chrome ou mesmo no Firefox OS”, exemplifica, mencionando o sistema operacional livre mantido pela Mozilla Foundation.

Desenvolvedor evangelista do Firefox OS, David Ruiz complementa: o navegador web é o elemento comum entre a tela de um smartphone e um televisor inteligente, permitindo a interoperabilidade. “Alguns aparelhos da LG utilizam um sistema operacional web, o WebOS. Qualquer aplicativo que você desenvolver para web, empacotar e colocar uma casca para distribuir em uma appstore vai funcionar nela”.

Ruiz aponta alguns pilares para explicar o avanço dessa postura. O principal é a melhoria de performance dos browsers, capazes de interpretar e compilar códigos JavaScript com mais eficiência. “O navegador deixou de ser apenas uma janela para a informação. Agora, quanto mais responsabilidade você jogar para o navegador, melhor”.

Outro aspecto são as práticas de design responsivo. Por meio de media queries, é possível definir dentro do CSS a quantidade de informação a ser exibida, seja qual for a dimensão da tela. “Em vez de simplesmente espremer todo o conteúdo, é preciso encontrar a melhor forma de apresentar o que é mais relevante ou esconder o que não interessa”.

Finalmente, Ruiz destaca a possibilidade de uma abordagem API first, ou seja, disponibilizar uma camada onde as informações são recuperadas por meio de múltiplos suportes. “Assim, as versões para acessar em desktop ou mobile tornam-se novas aplicações, que vão acessar informações estruturadas, armazenadas e acessadas por meio de APIs”, explica Ruiz.

Desenvolvimento web x sistemas nativos

Posturas agnósticas contrastam com crenças fortes. No mercado de apps para dispositivos móveis, os números reforçam o reino absoluto dos sistemas operacionais iOS e Android. Ambos possuem fãs dispostos a defender a programação na linguagem nativa desses aparelhos: facilidade de aprendizagem, tempo de desenvolvimento, aparência, aproveitamento de funcionalidades, performance, monetização etc.

Lançado pela Apple na última WWDC, a linguagem de programação Swift representa a última cartada para cativar seus desenvolvedores. “Esta foi uma aposta proprietária, focada nos produtos da Apple, para criar uma forma muito simples de programar aplicações”, observa David Ruiz, lembrando que um clone do jogo Flappy Bird foi produzido em poucas horas após seu lançamento. “É bastante promissora, mas continua fechada para o seu sistema”, reitera.

“É o papel da Apple manter o seu nicho. Mas eles sabem o que está acontecendo, gradualmente eles já aderem aos padrões web. Quando o mercado começar a se acertar, eles estarão prontos”, aposta Clécio Bachini. Para ele, essa briga entre desenvolvedores nativos e web tende a acabar. “A tendência é que essas interfaces migrem para a web, independentemente da linguagem de programação. Isso não quer dizer que vai ser tudo igual: ainda teremos experiências com estilo iOS e outras Android. O objetivo é fazer com que a aplicação se adapte mais facilmente à experiência que o usuário espera”.

Segundo Ruiz, há ainda uma visão equivocada sobre a performance de aplicações baseadas na web. A principal propaganda negativa veio em 2012, quando o Facebook lançou sua aplicação para iPhone baseada em HTML5: diante das reclamações, Mark Zuckerberg voltou atrás, optou pela linguagem nativa e alegou ter sido “um erro” usar padrões web. “Em resposta, a Sencha Labs produziu uma aplicação web chamada Fastbook”, recorda. Um vídeo comparativo mostrou que o problema não estava no embate entre abordagens, mas na qualidade do código. Você pode assistir ao vídeo “The Making of Fastbook: An HTML5 Love Story”.

Do webmaster ao profissional multidisciplinar

O exemplo do aplicativo Facebook em HTML5 ressalta a importância de desenvolvedores capazes de atender às demandas do mercado. No caso da web, a evolução remete à figura do “webmaster”. Popular em meados dos anos 1990, era o profissional responsável por tudo. Com o tempo, especialistas em arquitetura da informação, usabilidade e design dividiram a tarefa, dando fôlego a quem se dedica ao código-fonte.

Para David Ruiz, o desenvolvimento front end evoluiu rapidamente nos últimos anos. “Uma das razões para isso é o NodeJS, que permite que você execute linhas de comando, códigos e tarefas dentro do seu computador programando em JavaScript”, opina. Ferramentas como Grunt e Gulp, bem como frameworks como o AngularJS, deram maior poder de desenvolvimento a esses profissionais.

Com esses avanços, a trilha para o desenvolvimento multiplataforma por meio da web passa por uma nova divisão de especializações: entre back end e front end. Ruiz entende que essa divisão é clara e necessária. “Quem desenvolve back end se responsabiliza pela arquitetura, pela construção das APIs. Já o front end tem que ter uma preocupação com o desenvolvimento das tecnologias, para conseguir extrair o melhor do hardware que está sendo utilizado”.

Clécio Bachini vê com cautela essa separação absoluta. Ele já viu projetos fracassarem porque o back end não consegue dialogar com o front end. Assim, o profissional de web precisa ser multidisciplinar. “Ele precisa saber algo sobre banco de dados e correlação entre eles, existe uma camada semântica importante. Conhecer ainda um pouco de design, outras linguagens… Um pouco de tudo, mesmo que não execute. Existem pessoas nas duas pontas do seu código, com informação no meio. É fundamental entender as melhores formas de ela ser transmitida”, sugere.

Ainda que pareça difícil fazer qualquer prognóstico em relação ao futuro (afinal, quando poderemos dizer que a “Internet das Coisas” é algo corriqueiro?), está claro que “a web continua muito forte, cada vez mais para todos”, como afirma Reinaldo Ferraz. Desenvolver na web e adotar uma postura agnóstica revela oportunidades, mas ao mesmo tempo exige escolhas. Então, em que você acredita?

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O W3C possui dezenas de grupos de trabalho e interesse, que discutem a evolução na web tanto em dispositivos móveis quanto sua aplicação em automóveis. Veja alguns:

Você encontra a lista complete dos grupos neste link e os Community e Business Group aqui.

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Artigo de André Rosa, publicado originalmente no iMasters.

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O design responsivo elimina a necessidade de um app?

Design responsivo

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Enquanto alguns usuários se beneficiam dos aplicativos, muitos podem encontrar na construção do site com design responsivo uma forma eficiente para servir seus clientes em smartphones e tablets.

Não é segredo pra ninguém que só se fala em mobile. De acordo com a Forrester Research Inc., 29% das vendas online deste ano (com exceção de comida e viagem) serão feitas a partir de um smartphone ou tablet. O mercado não pode ignorar esses números. O tempo para capitalizar no m-commerce é agora.

Para as empresas de hoje, a questão não é se elas vão abraçar o mobile, e sim como farão isso. É natural assumir que os aplicativos são necessários para alcançar a audiência mobile. De fato, há alguns anos, os apps de mídia prometiam a melhor experiência mobile para os usuários. Recentemente, porém, o advento do design responsivo e outras tecnologias avançadas de web mudaram o jogo do mobile. Hoje, apps podem não ser necessariamente a melhor opção para criar a experiência top no mobile.

Apps possuem algumas limitações. Por exemplo, eles podem geralmente criar barreiras para as vendas porque requerem download, o que implica um passo a mais para o consumidor em potencial. Compradores casuais podem não querer se comprometer tanto a ponto de baixar o aplicativo, especialmente se eles estão à procura de um item em particular e não se importam com o local onde vão encontrá-lo. Os apps para mobile podem funcionar bem para aqueles clientes recorrentes e fiéis à marca que só compram em determinados locais.

Além disso, a manutenção do aplicativo pode ser um problema. Com as múltiplas plataformas e sistemas operacionais a considerar, produzir um app que seja útil para a massa, na verdade, requer desenvolver algumas versões diferentes do app para atender a várias necessidades tecnológicas. Isso significa mais investimento em tempo e recursos, não apenas durante o desenvolvimento inicial do app, mas toda vez que ele precisa ser atualizado. Uma alternativa é optar pelo design responsivo no site para direcionar as necessidades mobile, o que significa que as empresas podem colocar o tempo e recursos em um website e ter a garantia de que todas as atualizações vão refletir instantaneamente nos dispositivos e plataformas.

Com as opções tecnológicas disponíveis hoje, a maioria das companhias pensa duas vezes em investir em desenvolvimento de aplicativos. Porém, existem exceções. Grandes varejistas como a Amazon são beneficiados com os aplicativos por conta da quantidade e da diversidade de produtos em suas lojas. Para marcas que oferecem muito conteúdo, como blogs, vídeos e indústria de notícias, como parte de sua experiência online, também pode valer a pena manter um app.

Para a maioria das empresas, melhorar a experiência do cliente é reduzir as dificuldades no fluxo de compra e, para muitos consumidores, baixar um app é um obstáculo. Não há dúvida de que o mobile é uma preocupação importante hoje no varejo online. O boom dos aplicativos é compreensível, mas eles nem sempre podem ser a melhor opção para alguns varejistas que precisam oferecer um nível alto de experiência aos seus clientes.

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Artigo de Rory Dennis, publicado originalmente no iMasters.

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