A era das APIs

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As APIs estão por toda a parte, ponto.

Com o “boom” das estratégias digitais em mobilidade, cloud computing, mídias sociais e os dispositivos inteligentes da Internet das Coisas, muitas empresas estão desenhando e expondo REST APIs – desde jovens startups até grandes empresas.

Em setembro deste ano aconteceu, no evento Tech Crunch Disrupt, em San Francisco (EUA), a batalha das startups (Battle of Startups), competição que reúne algumas das startups mais badaladas do mundo. O ponto aqui é que praticamente todas expõem e/ou consumem APIs freneticamente para concretizar sua proposta de valor. Além disso, o Gartner lançou recentemente um estudo intitulado “Hype Cycle For Open Banking, APIs, APPs, APP Stores”, no qual determina de forma inequívoca que o mercado financeiro está passando por uma revolução, e essa revolução está sendo impulsionada pela exposição de APIs.

Ou seja, nanicos e mamutes estão no jogo das APIs.

A relevância do assunto para a comunidade de desenvolvedores também pode ser vista pela lente da última edição da revista. Foram 4 matérias com grande destaque para o assunto API:

  • API nativa para gerenciamento de senhas
  • Device agnostic
  • É hora de programar a sua casa
  • Apiary, fazendo muito mais que documentar

 

Muito se comenta sobre a estratégia mobile-first, ou seja, desenhar as soluções com foco em dispositivos de tela e capacidades computacionais mais reduzidas se comparadas aos desktops. Isso certamente nos obriga a enfatizar a simplicidade. Entretanto, quando você combina o pensamento mobile-first com “device agnostic”, “internet of things” e também “open source”, pronto, você já não sabe mais quem será o usuário da sua solução e muito menos em que tipo de dispositivo ela será usada.

Por isso, vem crescendo a estratégia API-first, que prega a separação de responsabilidades entre o front e o backend e a elegância das interfaces de, além das mensagens trocadas entre os dispositivos e seus servidores.

Se a sua empresa irá expor APIs para parceiros e desenvolvedores externos, é muito importante considerar seriamente aspectos de segurança, escalabilidade e design já no momento da sua construção.

Quer tornar sua API sensacional? Veja alguns atributos abaixo:

  • Batom em lábio de porco

Tudo começa com a proposta de valor da API. Se ela não trouxer valor real para o público-alvo e não tiver ligação com os objetivos de negócio da empresa, será como embelezar um porco, ou seja, não adiantará portal para desenvolvedores com documentação linda, pois, no fundo, continuará sendo um porco. Então, ela precisa trazer informações ou transações úteis que possam atacar necessidades reais para atrair outras empresas e seus desenvolvedores.

  • O correto design RESTful

Muitas implementações de APIs não têm aplicado os princípios básicos de design RESTful, dificultando o entendimento dos desenvolvedores que devem consumir as APIs e causando problemas de escalabilidade, segurança, interoperabilidade, entre outros.

O uso correto das operações do HTTP, a formação dos recursos, versionamento, paginação, caching, entre vários outros, influenciam de forma decisiva a facilidade de entendimento e de uso da API. Mesmo que as regras de negócio sejam complexas, as APIs devem ser modeladas tendo como mote a simplicidade.

  • A (in)segurança dos dados abertos

Seja sua API privada (usada por apps desenvolvidos por sua própria equipe), ou pública (acessível por qualquer desenvolvedor), há aspectos críticos em segurança que devem ser observados. APIs “ligeiramente escondidas” não são seguras o suficiente. As soluções vão desde um simples HTTPS, passando por tokens de aplicação, e chegando a modelos um pouco mais sofisticados, como o OAuth 2.0.

  • Toda a glória aos desenvolvedores

“Geek is the new sexy”, dizia uma camiseta que vi na última Campus Party, em São Paulo. Atualmente, os bons desenvolvedores, designers e empreendedores em high-tech são disputados pelas empresas que desejam construir ecossistemas digitais plugados à sua plataforma através de APIs. Então, o mínimo que se espera é que a empresa dedique um site aos desenvolvedores (que tal http://developers.[suaempresa].com.br?), no qual são oferecidas documentação técnica, chaves de acesso e sandbox para testes das APIs, além de ferramentas especiais, SDKs e suporte diferenciado?

  • Keeping it always ON

Se a proposta de valor for bacana, o design primoroso, os dados trafegarem de forma segura e os developers tiverem destaque na estratégia, o sucesso virá e é só relaxar que tudo vai funcionar maravilhosamente bem, certo? Claro que não! Você sabe: seus servidores ficarão lentos sem qualquer explicação, sua API vai cair no fim de semana, você vai quebrar os clientes que te encherão de tickets e tudo pode afundar.

A dica aqui é pensar em soluções de API Management que poderão colocar mecanismos de proteção dos sistemas de backend, rate limiting, garantia de SLAs e monitoração de desempenho. O ponto é: saiba dos problemas antes dos clientes e mantenha uma política transparente de comunicação.

O risco e o potencial dos dados abertos

Usar APIs abertas de outras empresas traz um risco considerável para seu negócio. Quem garante que a API vai cumprir o SLA de desempenho? Ou que o provedor não vai mudar a interface e quebrar sua aplicação? Quem garante que a empresa ainda estará por aí amanhã? Essas já são dúvidas suficientemente críticas. Não torne a vida do desenvolvedor ainda mais infernal: ajude-o a gostar de você!

Uma estratégia de APIs abertas tem o potencial incrível de dar mais capilaridade, aumentando o alcance dos seus dados e soluções. Como forma de inspiração, veja a pesquisa que traz diversos exemplos de empresas que construíram APIs sensacionais – ela está nas páginas seguintes a este artigo na revista. A maioria, como era de se esperar, é de empresas internacionais, mas repare também que já temos brazucas abusados!

Vamos além das já desbravadas APIs sociais do Facebook e Twitter, claro. Alguns segmentos vêm se destacando na exposição de APIs, como empresas de e-commerce, Internet das Coisas, Saúde e Bem Estar, Serviços Utilitários e Serviços Financeiros.

Já os dados abertos governamentais merecem um capítulo à parte. Ainda de forma tímida, muitas prefeituras e órgãos de Governo têm organizado hackathons para que a comunidade de desenvolvedores possa criar aplicações inovadoras que melhorem a qualidade do serviço público e a vida das pessoas nas grandes cidades. Muitos desses hackathons, entretanto, acabam não usando dados vivos disponibilizados via API, e sim trabalhando apenas com download de planilhas e PDFs estáticos. Há um grande potencial a ser explorado aqui.

Pudemos ver um exemplo desse potencial quando a Transparência Brasil, ONG de combate à corrupção, lançou sua API em agosto deste ano e, menos de 15 dias depois, durante o hackathon para promoção dos dados, anunciou que o portal de developers já contava com mais de 800 desenvolvedores cadastrados, cerca de 250 aplicativos e mais de 20 milhões de calls. Incrível, não?

Se os seus dados são relevantes, torne-os acessíveis e eles chegarão a lugares que você nunca imaginou. As startups mais badaladas e as empresas gigantes mais conectadas já perceberam. Se sua empresa ainda não expõe, está um passo atrás.

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Artigo publicado no iMasters.

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Por que todo mundo está falando sobre a Internet das Coisas

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Durante o verão do hemisfério norte, o Gartner divulgou, muito antecipadamente, seu relatório anual Hype Cycle, e a grande novidade foi que a Internet das Coisas substituiu o Big Data como a tecnologia mais badalada. De fato, nós estamos ouvindo mais e mais sobre esse novo paradigma tecnológico. A grande parte das notícias de TI parece ser sobre a Internet das Coisas e suas implicações sobre o futuro do negócio digital.

Razões para a sua popularidade não são difíceis de encontrar. Somente nos últimos cinco anos ou mais, a tecnologia atingiu um ponto de inflexão no qual redes sociais, mobile, analytics, e nuvem avançaram ao ponto de tornarem a computação ubíqua possível. Smartphones, sensores e chips RFID estão interligados e integrados de formas nunca imaginadas, fornecendo aos usuários atualizações instantâneas em tempo real sobre tudo, desde aquecimento e refrigeração doméstica até métricas de desempenho de carros e números relacionados à saúde.

A capacidade de receber a consciência em tempo real do nosso mundo físico e interagir com esses dados por meio de uma realidade aumentada, usável e baseada em toque é apenas uma das muitas formas com que a Internet das Coisas vai impactar de forma variada e perturbadora em todos os níveis dos negócios e da sociedade. Na verdade, as tendências atuais indicam que a Internet não vai dizer respeito só a “coisas” aleatórias, mas vai ser literalmente onipresente, ou o que alguns estão chamando de “Internet of Everything”. John Chambers, CEO da Cisco, afirma que esse espaço vai ter de cinco a 10 vezes o impacto na sociedade quanto a própria Internet, e ele está projetando um mercado de US$ 19 trilhões para essa indústria na próxima década.

Se você assistiu ao lançamento do Apple Watch há alguns meses, então você testemunhou um grande salto para a Internet das Coisas. Esse novo dispositivo que custa US$ 350 é uma expressão perfeita da Internet das Coisas. Como um escritor bem declarou: “O iOS 8 é a revolução escondida na computação pessoal, reunindo smartphones e tablets com centros de informação e entretenimento de carro, dispositivos de automação residencial, dispositivos de saúde e fitness e Macs”.

Ele continua dizendo que o Apple Watch “rejuvenesce” todo o conceito de smartwatch, o qual o smartphone tinha evitado e no processo criou um novo tipo de dispositivo de computação. Em outras palavras, a Apple acabou de criando uma “nova dimensão para a Internet das Coisas “.

Não é preciso ciência avançada para ver que os PCs estão encolhendo e, à medida que ficam menores, a Internet das Coisas se torna maior. Mal nos acostumamos com a ideia do smartphone como o “novo PC” e agora já estamos olhando para a frente com a tecnologia wearable como a “próxima grande coisa”. Assim como o smartphones foi para o Big Data, portanto, o smartwatch será para a Internet das Coisas.

A união de Big Data e Internet das Coisas, por sua vez, cria novos desafios de TI em armazenamento de dados, integração e analytics, mas essas questões servirão apenas para criar sistemas mais sólidos e arquiteturas para apoiar o encolhimento do cenário e o tamanho dos PCs.

Todo mundo está falando sobre a Internet das Coisas. E por um bom motivo! Ela está se transformando em uma grande e emocionante nova indústria, repleta de ruptura e inovação. Enquanto a Internet das Coisas ainda está bem na infância, o preview do Apple Watch mostra a direção e o ritmo que a indústria vai tomar quando esses dispositivos forem colocados à venda no início de 2015.

A Internet das Coisas vai se tornar um diferencial chave de mercado no mundo dos negócios – mais rápido até mesmo que o mobile. Se você não tiver feito isso ainda, agora seria um ótimo momento para se adaptar a Internet das Coisas à sua estratégia e iniciar a implementação de diretrizes claras e deliberadas para alavancar as últimas tendências nesse movimento rápido e empolgante do mercado. A Internet das Coisas vai definir os negócios digitais hoje além da embalagem e fazê-los prosperar, enquanto os outros estão apenas tentando sobreviver.

É incrível pensar sobre quais novos avanços e insights falaremos daqui a cerca de cinco anos. Qual é o próximo paradigma que substituirá a Internet das Coisas? É uma incógnita. Mas, por agora, todo mundo está falando sobre ela.

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Artigo de Hovhannes Avoyan, publicado no iMasters.

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Internet das Coisas pode ser sinônimo de mais vida!

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Imaginar o futuro é sempre uma aventura. Não sei bem como as crianças de hoje imaginam o futuro, mas ainda devem existir os carros que voam e as casas com robôs que fazem de tudo.

O que surpreende é que as crianças de hoje acreditam que a Internet existe em todos os lugares, como o oxigênio, ou seja, que a Internet existe como o ar que respiramos ou disponível como a eletricidade. Elas não precisam desejar ou sonhar, elas acreditam que isto já é real e se irritam ou não entendem quando estão em um lugar onde seus jogos e equipamentos não funcionam pela ausência do acesso Internet.

Segundo dados da pesquisa realizada em julho de 2013 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a Inclusão Digital, somente 14,3% das cidades brasileiras oferecem pontos com WiFi. São 795 municípios que disponibilizam essa opção de conexão sem fio. Em 93,6% delas, o acesso é gratuito e o sinal Wifi pode estar restrito às localidades definidas pela prefeitura como parques, praças e regiões centrais. Os dados fazem parte da pesquisa sobre iniciativas no âmbito municipal de inclusão digital do instituto e foi realizado pela primeira vez.

E como tornar este presente imaginado pelas crianças mais real? Ter a Internet disponível em todos os lugares? Para os adultos, a Internet “como  ar” é uma perspectiva de futuro? Qual a visão de futuro dos adultos?

E você, o que vem em sua mente, quando pensa no futuro?

Na mente de muitas pessoas, falar em futuro é falar no conceito de “cidades inteligentes”.

E o que isto significa?
O conceito formal das “Cidades Inteligentes”ou “smart city” é o uso de tecnologia com sustentabilidade para que as cidades sejam vivas e aproveitem melhor os recursos, ao mesmo tempo que ofereçam mais mobilidade e serviços com o objetivo de que as pessoas possam ter mais qualidade de vida.

Trata-se de uma recente inovação tecnológica que está sendo pensada e discutida nos mais diversos fóruns mundiais. A necessidade surge do crescimento desordenado dos centros urbanos e do aumento populacional e suas consequências. Afinal, tal crescimento traz diversos desafios que estão relacionados ao fornecimento inteligente de serviços essenciais, como água, energia, transporte público, saúde e educação, entre outros.

O pensamento sobre cidades inteligentes começou a partir da ficção cientifica, algo como as ideias que refletiam o imaginário das pessoas sobre o futuro, bem exemplificado no desenho animado Os Jetson’s (criado em 1962 pelos estúdios Hanna Barbera): carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, teletransporte, aparelhos eletrodomésticos para tudo e robôs. E toda esta evolução tem o único propósito de servir ao ser humano.

A partir do século 21, devido ao avanço da tecnologia, de forma revolucionária e rápida, o pensamento e o desejo de “cidades inteligentes” se tornaram mais próximo e até mais reais.

Esta busca tem um significado simples: as cidades são o elemento central e fundamental do crescimento demográfico e econômico dos países e vive-se um contexto de crise, pois os recursos são limitados. É preciso uma inovação para que exista o desenvolvimento social, econômico e ambiental do ecossistema urbano.

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) são consideradas indispensáveis para racionalizar, otimizar e reduzir os custos e também para mudar a forma de colaboração entre os cidadãos e seu local de viver.

A World Foundation for Smart Communities define que as Cidades Inteligentes devem ser baseadas em um crescimento inteligente e planejado, por meio das TICs. “Uma Comunidade Inteligente é uma comunidade que faz um esforço consciente para usar a tecnologia da Informação para transformar a vida e o trabalho dentro de seu território, de uma forma significativa e fundamental, em vez de seguir uma forma incremental”.

Pensar nestas cidades é considerar que as tecnologias de informação e comunicação estarão embarcadas e incorporadas nos objetos e nas coisas. Elas, as tecnologias, se tornam invisíveis aos nossos olhos, apenas existem.

Pode-se concluir que Cidades Inteligentes são ambientes feitos com um esforço consciente para usar a tecnologia da comunicação para transformar a vida e o trabalho de uma região. O objetivo está além de apenas programar novidades tecnológicas, mas que o uso delas permita enfrentar desafios e obstáculos e dar soluções para as cidades e para as pessoas.

De forma mais poética, as Cidades Inteligentes são apenas cidades para as pessoas viverem bem, simples assim. A onda de conscientização, bem como a movimentação das pessoas neste caminho é positiva, pois une iniciativa, criatividade, conhecimento, mobilidade e a Internet das Coisas.

E o que é a Internet das coisas?
Para explicar a Internet das Coisas é necessário entender um pouco melhor sobre a Internet na vida das pessoas.

A primeira revolução da Internet se concentrou nas pessoas e mudou a forma das pessoas estarem conectadas entre si, e até na forma de comunicação e relacionamento das pessoas.

A segunda revolução envolveu as pessoas e os processos. Passamos a usar a Internet para conectar os processos de nosso dia a dia. A mobilidade se tornou essencial para os afazeres profissionais, para fazer o link entre o eu e os processos.

E a terceira revolução, que pode estar acontecendo neste momento, envolve as pessoas, os processos e as coisas. Colocou-se Internet nas Coisas.

Os eletrodomésticos do desenho da família “Jetson”, dotados de incrível sofisticação e com uma variedade de dispositivos capazes de poupar as pessoas de trabalho, passam a existir na vida real.

Uma Cidade Inteligente precisa que a revolução da Internet das Coisas aconteça, pois é preciso colocar “vida” nas coisas para que a Cidade Inteligente exista.

Passa a existir uma mudança de relacionamento do homem com as máquinas ou com as coisas, pois é inevitável uma mudança de paradigma. “A tecnologia por trás da Internet das Coisas vai mudar a relação dos seres humanos com máquinas de uma forma jamais vista, com outras inovações tecnológicas recentes. Por exemplo, a proliferação de meios de comunicação via smartphones já nos deu novas maneiras de organizar a nós mesmos, tanto social e quanto politicamente”, argumenta McKeown.

O MIT Auto-ID Laboratory é, em parte, responsável pelo objetivo de criar um sistema global de registro de bens usando um sistema único de numeração chamado Electronic Product Code, que é a essência da Internet das Coisas e representa o futuro da computação e da comunicação,cujo desenvolvimento depende da inovação técnica dinâmica em campos tão importantes como os sensores wireless e a nanotecnologia.

Através da nanotecnologia passam a existir processadores de tamanho muito reduzido e a função destes processadores é estar “nas coisas”, para que “as coisas” enviem informações para as grandes bases de dados e a Internet. Só desta forma se torna possível coligir e registrar os dados sobre cada uma “das coisas”.Essas informações serão processadas e terão a capacidade de interagir e se conectar.

Os produtos industriais e os objetos de uso diário com informação integrada, poderão vir a ter identidades eletrônicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Tudo poderá ser etiquetado e colocado na rede. Estas mudanças transformarão objetos estáticos em coisas novas e dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos inovadores e novos serviços.

É a Computação em Nuvem que viabiliza esse acontecimento, a explosão de dados. É necessária uma infraestrutura de serviços elástica e expansiva com capacidade de gerir o volume de dados que passa a existir e tornar o ambiente propício.

Uma forma de materializar é compreender que até mesmo as partículas de pó poderão estar equipadas com sensores que percebem a mudança física a sua volta e, com a inteligência artificial, transformarem esse dado em informação para ligar outro aparelho de limpeza, ou acender um equipamento ou desligar para que o objetivo definido (que seja ter um número de partículas de pó com um determinado comportamento) seja alcançado sem uma intervenção direta do homem.

Perceba que a Internet das Coisas é essencial para a existência das Cidades Inteligentes, que apenas acontecem com a integração promovida pelo uso da tecnologia e um suporte inteligente e contextualmente relevante. Sem tudo isto a denominação “smart” deixa de existir.

A função da tecnologia é tornar as tarefas mais fáceis de executar e em menor tempo. A Internet das Coisas nos oferecerá um nível de automação que nos possibilitará estreitar relações de trabalho com máquinas e com a Inteligência Artificial. Portanto, a Internet das Coisas tem potencial de nos permitir viver uma vida mais sustentável e com muitas possibilidades, desde automatizar a prevenção e o tratamento de doenças, como o controle do uso da água e da eletricidade, e até certas formas de trabalho.

Existem projetos isolados no mundo inteiro colocando o conceito em prática, tanto da Internet das Coisas como das Cidades Inteligentes. Pode-se citar o caso do projeto CITY+ que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, a sustentabilidade e a competitividade da área metropolitana de Milão com o aumento da taxa de inovação, lançado em 2010 e pretende ir além da cidade depois de 2015 e assim reduzir a despesa pública com o recolhimento do lixo e despesas de água. Tem o caso de Amsterdã, na Holanda,  que conta com o programa chamado Amsterdam Smart City, reunindo atualmente 43 projetos que visam o desenvolvimento sustentável por meio de inovações tecnológicas.

No Brasil, há diversas iniciativas de pessoas e organizações que estão pensando na Internet das Coisas e nas Cidades inteligentes. Vale destacar dois projetos:

1. Miguel Nicolelis, um neurocientista que lidera um projeto “do futuro” chamado ANDAR DE NOVO, que busca dar movimentos nas pernas e nos braços de quem os perdeu

2. Um grupo de professores e estudantes da Poli – USP e o seu PRÓPRIO projeto de Cidade Inteligente, que se destaca por apresentar um panorama de alimentação e a redução do desperdício de comida. Afinal se é uma Cidade Inteligente, tem que ser sustentável.

Entre muitos outros projetos ou iniciativas que buscam a interligação entre equipamentos, como o carro conectado na casa do individuo e a possibilidade de interligar/conectar as embalagens de remédios com as receitas de cada paciente para um tratamento mais customizado.

Alguns dizem que isso terá um efeito positivo, outros se preocupam com prováveis efeitos colaterais. O potencial é grande, o valor da realidade reside na sua aplicação e por isso existe a necessidade de reflexão.

Esta revolução é boa para a humanidade?
Existe uma movimentação em torno do que é chamado de a primeira grande conferência internacional (com o título de “Philosophy of the Internet of Things” em Julho/2014 na York St. John University) sobre a Internet das Coisas (ou IoT/Internet of Things, na língua inglesa) e um dos questionamentos é se este acontecimento é uma revolução tecnológica ou uma revolução social e se vai liberar o potencial humano e trazer mais qualidade de vida para a humanidade ou parte dela.

Joachim Walewksi, Rob Van Kranenburg e McKeown, organizadores da conferência, comentam que “seu desenvolvimento tecnológico está sendo impulsionado principalmente pelas preocupações comerciais e de negócios. De acordo com ele, se olharmos para a primeira revolução industrial, veremos que ela libertou os seres humanos, aliviando muitos deles da carga de seus postos de trabalho, através da mecanização. Em contrapartida, não aliviou os problemas econômicos trazidos pela falta de renda causada pela falta de trabalho. Assim, no curto prazo, com base na evidência histórica, não há garantias de que a IoT vai liberar todo o potencial humano”.

A conclusão é que os benefícios a longo prazo da primeira revolução industrial, acabou por nos levar para um lugar onde o potencial humano se tornou livre o suficiente para se envolver em outras coisas e hoje temos mais qualidade de vida, mas temos também alguns efeitos colaterais como menos tempo para as atividades de lazer, mais trabalho e uma mal distribuição de renda que divide desde as pessoas como os países. Daí a necessidade de começar a pensar sobre as implicações filosóficas da IoT agora para fazer melhor com a revolução da Internet das Coisas.

Se a expectativa social é que esta revolução possa beneficiar o maior número possível de pessoas e não apenas pequenos grupos ou apenas ambientes de negócios, qual o posicionamento mais adequado? E quanto isto é discurso e vai tornar-se efetivamente prática? Afinal, o que podemos fazer para que a tecnologia possa facilitar a vida de todas as pessoas e dar mais tempo para o lazer, dar mais qualidade de vida para a humanidade e não apenas para um grupo de pessoas?

A ideia de que a tecnologia poderá nos arrumar mais tempo para o lazer e deixar o trabalho acontecer de forma mais prática, pode ser uma ilusão. Há alguns anos, pensou-se que a utilização da internet nos daria mobilidade e as pessoas poderiam ter mais tempo livre, mas por outro lado parece que a tecnologia nos arruma mais trabalho e não mais qualidade de vida ou mais tempo.

Parece que na teoria faz muito sentido, mas as pessoas não tem tido muito sucesso nesta empreitada. O capitalismo e a competitividade tornam a premissa do fazer mais com menos (tempo) essenciais. E como fica a qualidade de vida?

A qualidade de vida envolve muitas facetas do conhecimento, apenas para citar algumas como o biológico, o econômico e o social e por isso desenvolve muitas das preocupações das pessoas como saúde física, mental e espiritual, arquitetura, educação, segurança, políticas públicas entre outras. É quase um debate interdisciplinar, o que em alguns aspectos dificulta o uso mais adequado do conceito. Qualidade de vida passou a fazer parte da linguagem comum e usual, desde fazer um exercício diariamente como implantar uma política pública de tratamento de resíduos, quanto trabalhar com satisfação e prazer. Enfim, tudo envolve e tem como propósito a qualidade de vida. E todas as áreas, de trabalho, de lazer, de cultura, do meio ambiente e de novas tecnologias, envolve a busca pela qualidade de vida.

De acordo com Cristovam Buarque (1993, p.156) “talvez nenhum conceito seja mais antigo”do que o de qualidade de vida. Mesmo antes de ser definido, já era sentido e ao mesmo tempo é “o mais moderno e atual: o ter qualidade de vida”.

O primeiro gesto do que viria a ser o homem tinha por motivação a melhoria na qualidade de vida dele e dos demais de sua tribo. Apesar disso, só muito recentemente o conceito surge, se consolida no imaginário coletivo dos homens, e assume como definição o uso de técnicas. Durante séculos, a qualidade de vida estava em não ser ameaçado pelos deuses, nem ser surpreendido pelas intempéries, e ter força para resistir aos inimigos naturais ou humanos. A vida era rotina, a qualidade dela era não quebrar a rotina. (BUARQUE, 1993, p. 156).

Dessa forma, qualidade de vida pode envolver o cultivo de amizades, a boa alimentação, o lazer, o trabalho e de forma mais específica está relacionada com a diminuição do consumo de produtos industrializados, a diminuição do conceito capitalista nas gerações mais jovens para um consumo melhor orientado, ter uma relação melhor com o meio ambiente, o trabalhar com mais prazer e qualidade para ter mais tempo livre e de lazer, os processos que facilitem a população a ter mais saúde ou tratamentos mais acessíveis, o uso mais rápido das informações para o ganho do tempo.

Por isso as Cidades Inteligentes que usam a Internet das Coisas e buscam a sobrevivência das cidades com mais qualidade de vida para as pessoas são o novo desafio da humanidade.

Depende da atitude de hoje para que a revolução da Internet das Coisas tenha melhores resultados do que a revolução industrial. Os homens tiveram benefícios incomparáveis, mas alguns deles não foram utilizados plenamente para uma vida mais plena e focada no meio ambiente, na cultura, na saúde, enfim na qualidade de vida do próprio homem. Será que este é o novo propósito, será diferente?

E para concluir este artigo,fica o convite para você continuar a viver esta aventura chamada de vida, agora com processadores de tamanho reduzido + computação em nuvem + automação + inteligência artificial + interligação + qualidade de vida + sustentabilidade = mais vida!

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Artigo de Luciane Faria, publicado no CIO.

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Quais são as principais tendências tecnológicas para 2015?

2015

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O ano de 2015 promete novidades tecnológicas e com custos cada vez mais acessíveis para os brasileiros. Dentre as infinitas possibilidades que são lançadas a cada momento, é possível destacar tendências fortes e dominantes. A chave de casa via biometria já está inserida em novos projetos arquitetônicos. No caixa eletrônico, o acesso a documentos também tem sido facilitado, assim como aplicativos para medir pressão arterial e batimentos cardíacos, que têm ficado mais acessíveis e com modernidades que cabem no bolso.

Confira as tendências para 2015:

Ambiente empresarial

No ambiente empresarial duas tendências estarão fortes. A primeira apresenta alto investimento na infraestrutura para suportar os sistemas que já estão implantados. Já a segunda, o aumento de softwares que serão desenvolvidos para dar suporte aos novos modelos de negócios que as empresas irão implantar para atrair mais clientes, fornecedores e parceiros.

Mobilidade

Os smartphones com acesso a web já dominavam e continuarão na lista de produtos tecnológicos mais vendidos, só que com mais rapidez e capacidade de memória para a interação em tempo real com vários aplicativos simultaneamente interligados. Teremos ainda mais sedimentado o crescimento exponencial de pagamentos realizados via smartphones, em bares, cafés, restaurantes, salões de beleza, entre outros. Sendo assim, 2015 contará com a popularização e o aperfeiçoamento desta forma de pagamento.

Além disso, os smartphones também serão os aliados para a prática de atividades holísticas, terapêuticas e complementares, com atendimentos de terapeutas em tempo real e com a disponibilidade de aplicativos neste segmento que favoreçam o equilíbrio e a qualidade de vida. Inclusive, a tradicional atividade física, também terá sua atuação ampliada com seus profissionais, que de forma personalizada, darão orientações. E mesmo em casos independentes. Também será possível obter, por parte do aparelho, o controle da quantidade de passos, número de caminhadas, entre outras práticas que favoreçam a conquista de metas diárias. Na área da saúde também será possível medir a pressão arterial, os batimentos cardíacos, a diabetes e a temperatura corpórea.

O smartphone terá sua atuação cada vez mais ampliada a ponto de se tornar um parceiro indispensável mesmo para as atividades mais corriqueiras, como é o caso de abrir fechaduras, portões eletrônicos e até mesmo para trocar o canal da TV. E isso já pode ser percebido nos recentes projetos no ramo imobiliário que já incluiu este aparelho para acionar e enviar comandos personalizados. Essa tendência é conhecida como Internet das Coisas.

Internet das coisas

Esta é uma área muito promissora, pois está revolucionando o conceito da Internet por meio da proposta de conectar objetos do nosso dia a dia com a rede mundial de computadores.  Na indústria automobilística, onde os veículos já possuem muita interação com a Internet, os motoristas irão receber informações sobre troca de óleo ou calibragem dos pneus pelo smartphone ou no seu computador via comando de voz. Já no ambiente doméstico, a geladeira conectada à Internet irá oferecer interação com o aplicativo do smartphone para receber informações dos produtos que estão faltando na hora das compras.

Computação em nuvem

O acesso e a manipulação de dados, principalmente aqueles imprescindíveis para as tomadas de decisões, serão ainda mais ampliados para que a restrição seja a mínima possível. Atualmente, é possível de qualquer aparelho e lugar, acessar arquivos graças ao cloud computing. São vídeos conferências, pesquisas, imagens, documentos diversos, acessados, modificados ou compartilhados com maior facilidade. Documentos pessoais ou profissionais serão facilitados com a disponibilização de aplicativos como Office para smartphones, tanto para ambientes domésticos como empresarial.

Games

Na área do entretenimento, o crescimento dos aplicativos de games se multiplica a cada dia, inclusive como forma de suporte e incentivo à área educacional. A popularização dos jogos 3D com tela touch permitirá uma interação ainda mais inovadora com o smartphone sem mesmo precisar tocá-lo, como é o caso do aparelho Kinect da linha XBox.

Segurança

O próximo ano será também o ano da biometria em larga escala, que ganhará ainda mais força para a segurança e reconhecimento de dados. Com isso, os aplicativos de reconhecimento de voz também estão em evidência.

Impressora 3D

Apesar do seu alto custo no mercado, as impressoras 3D serão uma forte aposta para as empresas, principalmente a de pequeno e médio porte, pois o preço estará mais acessível e seu uso mais abrangente e popularizado.

GPS – Trânsito

Cada vez mais, aplicativos para trânsito com o uso de GPS serão mais precisos em termos de voz, imagem e interação com produtos e serviços que estejam disponíveis na rota traçada, principalmente os utilizados em casos de emergência.

Televisão 4K

O nome e termo referem-se à garantia de uma definição quatro vezes maior (3840 × 2160 pixels) do que a Full HD, já presente em diversos modelos. Alguns pontos positivos são: o acesso a Internet, o recurso 3D e uma imagem com definição aperfeiçoada.

Contactless (cartões inteligentes sem contato)

Essa tecnologia tende a ser muito forte em 2015, pois as compras de produtos serão mais práticas e seguras. O pagamento é simples, basta aproximar o seu cartão em uma máquina de débito ou crédito, validar com o uso da biometria e está feito. A vantagem é a agilidade e a facilidade nas compras.

Big data

É um conjunto de tecnologias para maior velocidade e grande armazenamento de dados. Na prática, esta tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real. Será muito útil para empresas que trabalham com um volume grande de dados não estruturados para tomada de decisão.

EAD

A educação a distância continuará em crescimento nos próximos anos. O diferencial está no preço da mensalidade, que chega a ser quatro vezes mais barato do que um curso presencial. A modalidade ganhou força com a popularização da banda larga no país e agora uma nova geração de pessoas “nascidas em um ambiente 100% digital” abre novas perspectivas.

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Artigo de Cláudio Boghi, publicado no iMasters.