WHATWG a HTML5 são apenas uma versão do HTML?

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HTML

É comum eu me deparar com dúvidas sobre a HTML5, não só em fóruns e listas de discussão, mas também em conversas com meus amigos desenvolvedores em eventos, que muitas vezes têm sua explicação relacionada com a filosofia de desenvolvimento da linguagem.

É um assunto interessante e curioso que vale uma reflexão, por isso escrevi esse artigo.

A filosofia de desenvolvimento de especificações do W3C prevê que uma especificação passe por uma série de estágios não necessariamente finais, pois pode haver volta a um estágio anterior, até que a especificação atinja o status de Recomendação do W3C, do qual não haverá mais volta, pois este é o estágio final e definitivo. O processo inicia-se novamente para uma próxima versão da especificação.

A WHATWG adota a filosofia de desenvolvimento da especificação sem o objetivo de alcançar uma versão final. O processo é contínuo e sempre direcionado para a tecnologia sem a necessidade de rotular cada estágio com um número, pois há somente um estágio, o atual.

Essa diferença de abordagem gerou confusão no processo de desenvolvimento da HTML, pois hoje temos um documento que descreve o desenvolvimento da especificação para a HTML5 e outro para a HTML5.1 no site do W3C e um documento que descreve o desenvolvimento da especificação para a HTML no site do WHATWG.

Para melhor entender o acabamos de dizer, leia a seguir, em tradução livre, duas afirmações retiradas do documento para as especificações HTML do WHATWG.

O termo “HTML5″ é um buzzword para designar as modernas tecnologias para web, muitas das quais (não todas) são desenvolvidas pelo WHATWG. Este documento é dedicado a uma destas tecnologias; outros estão disponíveis e estão relacionados no índice das especificações do WHATWG (http://kwz.me/wm).

Fica claro que para o WHATWG a HTML5 é muito mais que uma versão da HTML. É um conjunto de tecnologias, tais como, DOM, Fullscreen, Web Sockets, WebGL, Storage etc. Ao contrário do que considera o W3C com sua filosofia de especificação versionada e finalizada para a HTML.

Embora nós já tenhamos pedido para eles pararem com essa prática, o W3C continua publicando algumas partes da nossa especificação como uma especificação separada. Existem inúmeras diferenças entre estas especificações e as especificações do W3C; umas pequenas, outras significativas. Infelizmente não há, em lugar algum, um documento listando as diferenças, assim não há como saber quais diferenças são propositais e quais não são.

Sobre esta citação, deixo por conta do leitor concluir o que fica claro, mas aponto um exemplo das diferenças citadas: para o W3C o elemento hgroup não existe e obviamente não consta da sua especificação ao passo que para o WHATWG, aquele elemento consta da especificação em toda sua glória.

Hoje (agosto/2014), a especificação para a HTML5 encontra-se na fase de Candidata a Recomendação e as funcionalidades da linguagem devem ser estudadas baseando-se naquele documento hospedado no site do W3C.

Já existe um Rascunho do Editor do W3C que possivelmente será elevado ao status de Rascunho de Trabalho para as especificações da HTML5.1 – possivelmente a próxima versão da HTML. O documento encontra-se hospedado no site do W3C.

O WHATWG continua desenvolvendo a HTML, mas como dito anteriormente, para aquele Grupo de Trabalho não existe mais uma versão. A especificação encontra-se hospedada no site do WHATWG.

Será que um dia vão fazer as pazes? O que você pensa a respeito? Comente!

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Conselhos essenciais em HTML5, CSS, Responsivo e SEO

Imagem ilustrativa

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Um dos grandes desafios em trabalhar com web é acompanhar as novidades tecnológicas que aparecem e desaparecem, se renovam e superam em uma velocidade impressionante. Há tantas ferramentas e plataformas que se multiplicam todos os dias que é difícil conhecer todas (talvez humanamente impossível também). Mas estar atento às dicas essenciais já basta para se manter atualizado o suficiente. Confira algumas dicas de web design que se destacam entre a multidão de novidades:

HTML 5

01. Escolha um estilo de código

O HTML5 permite que a marcação seja escrita em maiúsculas, minúsculas ou uma mistura delas. Além disso, ninguém é obrigado a criar todos os atributos em elementos como <img>. Você pode até omitir o atributo type quando usar <style>, <link> ou <script>. O estilo é uma escolha sua, mas se está trabalhando com uma equipe, verifique se todos estão em sintonia. E ainda há um número de elementos e atributos que estão ultrapassados em HTML5, como<big>, <center> e <font>. Melhor deixá-los para lá.

02. Leia as specs

As especificações são uma parte importante. A versão de HTML5 é mantida tanto pela WHATWG (o principal padrão de especificação e a W3C (HTML5). Se você não tem certeza sobre qual especificação ler, o especialista Oli Studhilme escreveu um pouco sobre o assunto no HTML5 Doctor (leia aqui). Ler as specs é a única maneira de entender, de fato, alguns elementos e APIs. Elas também contribuem para uma leitura rápida sobre os fundamentos para projetar HTML5.

03. Planeje sua marcação

Depois de ler as especificações, você entenderá melhor a estrutura de um documento, com os Document Outlines (saiba mais aqui). Pense neles como o equivalente às visualizações de documentos do Microsoft Word. Usar o conceito de documento outline vai ajudar a criar uma marcação bem estruturada. No processo de criação do design, é possível criar uma lista alinhada à página, o que vai obrigá-lo a pensar os níveis de títulos que devem ser usados e quais elementos serão colocados em cada lugar. Por isso, ter blocos de conteúdo organizados faz toda a diferença.

04. Escolha o elementos certo

Falamos antes sobre elementos que estão ultrapassados na quinta versão do HTML. Mas não se preocupe, ainda há 30 novos elementos que foram adicionados e muitos outros que ainda serão definidos. Por isso, pode ser difícil escolher o elemento certo para cada projeto. Para resolver voltamos à premissa de usar um elemento para descrever o significado do conteúdo, e não a sua aparência. Pense com cuidado sobre o significado disso antes de adicionar elementos. Consulte de novo o HTML5 Doctor para ajudar a escolher os certos.

05. Guerra de codecs

Você já deve ter ouvido falar que o HTML5 vai matar o Flash. Isso tem se espalhado largamente por conta do vídeo e áudio em HTML5. Não ter que depender de plug-ins para executar conteúdo de mídia é um grande passo para uma web aberta, mas ter que lidar com tecnologias competitivas não é. Quando criar conteúdo multimídia para o seu site codifique seus arquivos múltiplas vezes e inclua opções para browser com capacidades inferiores. Um artigo de Kroc Camen chamado ‘Video for Everybody” (Vídeo para todos) é um ótimo começo sobre como lidar com isso (acesse o artigo aqui).

CSS

01. Crie soluções independentes

Desenvolva qualquer efeito de CSS, 3D, rolagens ou transições fora do documento principal. Assim, é possível criar uma solução individual e organizada que poderá até ser usada depois em outros projetos. Fazer experimentos desorganizados dificulta a verificação caso alguma coisa não esteja funcionando como esperado.

02. Ordem relevante

Todo mundo sabe que tentar editar códigos CSS de outra pessoa é complicado. Sempre use múltiplas linhas CSS com as declarações ordenadas por relevância. Dessa forma, seu código poderá ser entendido por você ou qualquer outro envolvido no projeto.

03. Saiba seu papel

Mantenha classes bem focadas nas suas funções. Cada classe deve ter uma única responsabilidade, totalmente contida dentro dela. Deixe todos os atributos envolvidos nessa função em vez de tentar atribuir múltiplas responsabilidades.

04. Nomes

Use hífen nos seletores de nomeação. Por exemplo: isto-eh-bom{}, isto_eh_ruim{}, istoEhMuintoRuim{}. Isso ajuda a manter o seletor de nome legível e geralmente mais simples.

05. Prefixos

Os prefixos de fabricantes de navegadores devem desaparecer quando o CSS3 se tornar um padrão e for adotado pelos browsers. Por enquanto, use todos os prefixos onde são aplicáveis. Sempre termine com uma declaração genérica, sem prefixo.

Responsivo

01. Significado

Por definição, um web site responsivo usa layouts flexíveis e media queries para moldar e adaptar-se ao seu ambiente de visualização. É importante notar que o web design responsivo não é nem um nem outro. Você deve encontrar harmonia em ambas as técnicas e quando o fizer, irá criar layouts responsivos da melhor maneira.

02. Media queries

Os seus breakpoints de media query devem ser escolhidos de acordo com as necessidades do seu site. Há muitas resoluções de telas e não se deve incluir os breakpoints para todas as variações existentes. Há muitas resoluções de telas na tentativa de realizar isso. Comece com resoluções bem básicas de dimensões e adicione a elas breakpoints de acordo com as necessidades do seu projeto.

03. Mobile-first

Em resumo, mobile first significa desenvolver para telas pequena primeiro e depois para desktops. Isso vai contra a abordagem tradicional no qual web designers precisam ter um site no desktop e depois cortar alguns bits para conseguir um site mobile. As restrições de plataforma fazem com que você trabalhe a hierarquia do conteúdo, então essa abordagem é perfeita para design responsivo.

04. Derrube pixels

Elimine atributos com declarações fixas de pixel em HTML e no seu CSS. Imagens, em particular, precisam carregar e a melhor forma de fazer isso é declarar a porcentagem de tamanho no elemento <img>. Também é sábio criar classes CSS com tamanho em percentual, então você pode simplesmente incluir <img> ou outras tags  HTML.

05. Confie no JavaScript

Às vezes você tem pouco controle sobre a marcação do seu site. Isso só não acontece quando você está construindo um tema para CMS como WordPress, por exemplo. Escrever um script para remover um tamanho fixado ou atributos de estilo de tags HTML é fácil e rápido em um jQuery. Use e abuse. Isso vai garantir que o seu conteúdo será fluído.

SEO

01. Tags únicas

Use tags de títulos únicos e descrições para cada página do seu website, o que é óbvio para muita gente, mas é importante. Tente incluir suas palavras-chave de SEO enquanto cria textos. Mantenha as tags de títulos com no máximo 70 caracteres e as descrições cm pelo meno 155. Não use meta palavras-chave, elas ajudam concorrentes a encontrarem suas palavras.

02. 301 redirecionamentos

Se mudar para um novo websites ou URL use o recurso 301 redirecionamentos para novas páginas. O mesmo vale para quem tem múltiplos domínio: use apenas um como principal e redirecione os outros. Isso vai gerar backlinks e evitar a duplicação. Serviços com o Open Site Explorer ou Majestic SEO podem ajudar.

03. Link interno

Faça bom uso de links internos. Quando se cria um bom visual para um site, às vezes, esquecemos quais páginas são importantes e como referenciá-las. Garanta que seus links internos irão suportar as páginas mais importantes.

04. Use microdata

Tire vantagem de cada pedaço do Google usando microdados. Já viu estrelas de classificação em uma lista orgânica? Esse é um exemplo ótimo que pode melhorar suas taxas de cliques. Você pode acompanhar estimativas, vídeos, pessoas, produtos e muitas outras coisas. Viste schema.org para saber mais.

05. Pensamento social

Mecanismo de busca estão valorizando sinais sociais, então abuse de redes sociais. Tenha certeza de que sue conteúdo será fácil de compartilhar e promover. Concentre-se em conseguir compartilhamento e retuítes, em vez de apenas conseguir mais seguidores e “curtir”.

Texto de Isabella Sánchez, publicado originalmente no iMasters.

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HTML5 deve ficar pronto apenas no segundo trimestre de 2014

Em desenvolvimento há alguns anos, a especificação HTML5 deve ficar pronta apenas no segundo trimestre de 2014. De acordo com disse Philippe Le Hegaret, do W3C, os trabalhos com o HTML5 tiveram início em 2007, e a meta é finalizar a especificação em sete anos.

Apesar disso, nada impede que empresas e interessados já comecem a adotar certas tecnologias da especificação, já que algumas fases-chave no desenvolvimento do padrão HTML5 nos próximos anos envolvem o feedback através de testes de uso do padrão no “mundo real”, e não em laboratórios.

Cronograma

A versão “feature complete” do HTML5 será disponibilizada em maio de 2011, ou seja, ainda receberá alguns novos recursos e os já existentes serão refinados. Nessa fase, o W3C espera lidar com milhares de comentários, que devem levar a algumas mudanças substanciais.

No segundo trimestre de 2012, começará uma nova fase, quando os “implementadores” da especificação (como desenvolvedores de navegadores) fornecerão feedback para o W3C. Essa fase será concentrada em milhares de testes com o objetivo de verificar se as implementações do HTML5 realmente obtêm os mesmo resultados durante a interpretação do código de uma página da web. Ao final dessa fase, o HTML5 receberá o status de “candidato a recomendação” e pelo menos dois status “implementações interoperáveis”, ou seja, dois navegadores diferentes terão produzido os mesmos resultados durante os testes.

A fase de obtenção do feedback dos implementadores será concluída no primeiro trimestre de 2014.

Por fim, a especificação HTML5 entrará no período final de revisão, que durará aproximadamente seis semanas. Quando essa fase for concluída, o HTML5 poderá ser finalizado no segundo trimestre de 2014.

Com informações de BABOO

Fonte: http://imasters.com.br/

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