IPv6, C-Blocks e como isso afeta o SEO

IPv6

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Você provavelmente já ouviu falar sobre IPv6, mas ainda pode permanecer um um pouco confuso sobre os detalhes do que é, como funciona e o que ele significa para o futuro da Internet. Este artigo lhe dará uma rápida introdução ao IPv6, e discutirá as implicações sobre SEO que podem resultar em roll-out de IPv6 (mais especificamente sobre o conceito de C-Blocks).

Breve introdução a endereços IP(v4) e C-Blocks

Você já deve estar familiarizado com endereços IP; eles são geralmente escritos no seguinte formato:

ip-1

Esse formato de endereço IP é o formato comum em uso mundialmente em todos os lugares, e é chamado de IPv4. Há quatro bytes em um endereço IP escrito dessa forma, com cada byte separado por um ponto (o que significa 32 bits no total, para os geeks). Todos os domínios e subdomínios são resolvidos com pelo menos um desses endereços IP (um mesmo domínio pode ter vários IPs, mas vamos ignorar isso por enquanto).

Agora, o conceito principal de SEO originado da ideia de C-Blocks (isso não deve ser confundido com a classe C de IPs; uma coisa diferente e que as pessoas muitas vezes confundem com C-Blocks), que é um conceito que tem girado em torno do SEO por uma década ou mais. De forma simples, a ideia é que, se os primeiros 3 bytes do endereço IP são idênticos, então devemos considerar que os dois endereços IP abaixo estão na mesma C-Block:

ip-2

Então, por que isso é interessante para nós? Por que isso é importante para SEO? A lógica que aprendemos em um passado não tão distante é que se você tiver dois IPs que estão na mesma C-Block, os sites pertencentes a esses IPs provavelmente estarão relacionados e, portanto, as ligações entre esses lugares (em média) não devem contar muito em termos de PageRank. Minha opinião pessoal é que hoje existem muitos outros meios disponíveis no mecanismo do Google para fazer essas conexões, e por isso a questão do C-Block é bem menos importante do que já foi um dia.

Assim, como podemos ver (surpresa!), os dois endereços IP acima são realmente relacionados:

ip-3

Com certeza esses dois IPs são de duas empresas na família da Disney. Faz algum sentido que os laços entre esses dois domínios existam, mas isso não deve indicar um padrão como no caso de links de sites similarmente grandes, mas independentes.

Apresentando o IPv6

Então, há um problema com os endereços IP no formato acima (IPv4); há “apenas” 4 bilhões deles, e nós temos essencialmente esgotado o fornecimento desse tipo de IP. Temos tantos dispositivos conectados atualmente, que os criadores do IPv4 nunca imaginaram, na época, que a vastidão da Internet seria tão grande dali a 30 anos. Por sorte, eles viram o problema logo no início e começaram a trabalhar em um sucessor, o IPv6 (o IPv5 acabou sendo utilizado para outro protocolo inédito).

Formato de endereço IPv6:

Os endereços IPv6 são muito mais longos do que os endereços IPv4, e o formato se parece com isto:

ip-4

As coisas ficaram sérias! Há agora 8 blocos em vez de 4, e em vez de cada bloco possuir 1 byte (antes representados como um número 0-255), cada bloco é representado por quatro caracteres hexadecimais. Há 128 bits em um endereço IPv6, ou seja, em vez de um mísero 4000000000 como IPv4, o IPv6 tem cerca de 340.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 endereços.

Nos próximos anos, vamos adentrar em um mundo no qual centenas de dispositivos em nossas casas serão capazes de possuir rede e precisarão de um endereço IP, o que o IPv6 vai ajudar a acontecer. No entanto, também surgindo os sites que começam a usar endereços IPv6 cada vez mais comumente e, daqui a alguns anos, vamos começar a ver sites que possuem apenas um endereço IPv6.

Notação CIDR

Antes de irmos adiante, é importante introduzir um conceito valioso para a compreensão de endereços IP, que é chamado notação CIDR.

O protocolo IPv6 utiliza exclusivamente a notação CIDR (por exemplo /24), então a comunidade de SEO precisa entender esse conceito. É muito simples, mas normalmente muito mal explicado.

Como dissemos, os endereços IP no formato IPv4 têm 32 bits de comprimento, por isso podemos olhar para o endereço IP abaixo como binário:

ip-5

Coloquialmente, a notação CIDR poderia ser descrita como um modelo para descrever um grupo de endereços IP intimamente relacionados, de uma maneira semelhante à forma como um C-Block funciona. Ele é representado por um número após a barra ligado a um endereço de IP parcial (por exemplo, 199.181.132/24), que indica que o número dos bits iniciais (dígitos binários) são idênticos. O CIDR é tão flexível que poderia ser usado para descrever um C-Block como /24, porque os primeiros 24 bits (3 grupos de 8 bits) do endereço são os mesmos:

 

ip-6

Dois endereços IP no mesmo C-Block. Os primeiros 24 bits (3 blocos de 8 bits) são idênticos. Isso pode ser representado, nesse caso, por 199.181.132 / 24.

Agora, a notação CIDR é mais refinada e mais precisa do que o conceito de C-Block. No exemplo acima, os dois endereços IP não estão apenas no mesmo C-Block, eles estão ainda mais estreitamente relacionados no que diz respeito aos 6 bits no último bloco, que também são idênticos. Na notação CIDR, poderíamos dizer que esses dois endereços IP estão no bloco de 199.181.132/30, para indicar que os 30 principais bits são idênticos.

Observe que, com o CIDR, quanto menor o número após a barra, mais endereços IP caberão em um bloco (porque estamos dizendo que menos bits principais devem ser idênticos).

IPv6 & C-Blocks?

A notação CIDR/24 não é exatamente um nome atraente, e assim criou-se o nome “C-Block” para tornar isso mais fácil de falar, mas não se estende tão facilmente para o IPv6. Então, a pergunta é: podemos generalizar algo semelhante?

O C-Block, do ponto de vista do Google e da perspectiva do SEO, serve apenas para identificar se os links são originários da mesma rede ISP. Assim, obviamente, esse deve ser o foco. Então, meu melhor palpite seria focar em como esses IPs são alocados pelos ISPs (provedores normalmente obtêm grandes blocos contínuos de endereços IP que podem ser usados nos sites de seus clientes).

Em IPv4, um ISP possuiria determinadas faixas de C-Blocks e, se você pudesse ver vários links provenientes do mesmo C-Block, isso implicaria que os sites foram hospedados juntos e que haveria uma chance muito maior de que eles estivessem de alguma forma relacionados.

ip-7

Ilustração de um “ISP Block” (/32); a parte azul do endereço é estável e indica o ISP. A parte vermelha pode mudar e representa os endereços daquele ISP.

Com o IPv6, acredito que os ISPs serão dados de /32 blocos (os principais blocos de 32 bits serão os mesmos, deixando 96 bits para criar endereços para seus clientes), que, em seguida, vão atribuir seus usuários em blocos de /64 (perguntei a algumas pessoas, e essa tende a ser a tendência para o futuro, mas li que isso pode às vezes ser composto por blocos de /48 bits). Observe que os ISPs têm agora uma ordem de magnitude muito maior, contendo muito mais endereços IP (cada) do que toda a Internet tinha antes!

Isso também significa que cada usuário final vai usar mais endereços IP em seus dispositivos ou em sua própria rede do que o total de endereços IP na versão IPv4. Bem-vindo à Internet das Coisas!

Esses ISPs podem estar servindo os usuários domésticos de modo que cada usuário poderá receber um bloco de endereços IPv6 (para os técnicos: IPv6 acabará com a necessidade de uso do NAT em sua maior parte – já que todos os dispositivos de um usuário terão um IP “real”). Em outro cenário, o ISP será útil para os servidores, para os quais será atribuído um bloco /64; esse é o caso que nos interessa.

ip-8

Ilustração de um “Block Cliente” (/64); a parte azul indica um cliente em particular. A parte vermelha pode mudar e representa endereços pertencentes a esse cliente.

O equivalente a um C-Block em IPv6 seria um bloco /32 porque é isso que um ISP geralmente atribui aos clientes (o que lhes permite então liberar mais de 4 bilhões de blocos /64 bits para seus usuários).

Além disso, no IPv6, a alocação mínima é de /32 blocos, porque um único bloco de /32 não pode ser executado em vários ISPs, sendo assim, não há como dois IPs na mesma faixa de /32 blocos pertencerem a dois ISPs diferentes. Se queremos saber se os sites estão realmente relacionados a dois locais aleatórios, saber que eles estão no mesmo ISP (que é o que o C-Blocks faz) é o nosso objetivo.

Além disso, caso um ISP tenha blocos de /64, terá à disposição 4 bilhões de endereços para distribuir, e essa quantidade é muito escassa para identificar associações entre os sites em blocos diferentes.

No entanto, existe um contra-argumento aqui. Note que um único servidor com um bloco de IPs /64 significa que cada site deve ter um endereço IPv6 diferente (mesmo que compartilhe um endereço IPv4).

Uma observação geek: de fato, o cabeçalho “host” do http aceita um endereço IPv6 para distinguir qual site hospedado em um servidor é o site que você deseja.

Dessa forma, um único servidor, com vários sites, terá um IP separado para cada um desses sites (também é possível que o servidor possua vários blocos IPv6 atribuídos, um para cada cliente diferente – e eu acho particularmente que essa é realmente a intenção e espero que se torne realidade).

Então, se estou acessando uma rede de sites que estão interligados uns com os outros, então é bem provável que, se tenho somente um único servidor de hospedagem, todos esses sites estão no mesmo bloco /64 de endereços IPv6. Isso deve ser um sinal muito forte de que os sites estão interligados. No entanto, estou bastante certo de que aqueles ISPs que tentam manipular isso vão tentar evitar esse cenário e acabarão tentando criar outro bloco de endereços para cada site. Mas se eles estão hospedados com o mesmo ISP, então ainda estarão no mesmo bloco /32, pelo menos.

Recomendações de uma rede IPv6

Para redes IPv6 mais bem sucedidas, sugiro:

  • Os sites que estão no mesmo bloco/32, que antes seria equivalente ao mesmo C-Block, permanecem onde estão.
  • Sites no mesmo bloco /64, quer estejam no mesmo servidor ou pertençam a um mesmo cliente, ainda estão relacionados no mesmo nível C-Block.

 

Estes sites precisam de nomes mais acessíveis e mais fáceis, como:

  • “ISP Block” para blocos /32.
  • “Block Cliente” para blocos /64.

 

Então, seríamos capazes de dizer que:

  • Em endereços IP da categoria IPv6 presentes no mesmo ISP, os blocos assemelham-se à relação de IPs na mesma C-Block em IPv4.
  • Em endereços IP da categoria IPv6 no mesmo bloco de usuários, provavelmente muito semelhante, pertencem à mesma pessoa ou organização.

 

Lições aprendidas
Como mencionei, não estou convencido de que C-Blocks em IPv4 sejam tão importantes do ponto de vista do Google como já foram um dia, uma vez que o Google utilizava esse recuso para identificar e vincular sites. Embora ainda seja útil como um substituto para o SEO, que não têm todos os recursos de um Google, não é algo que deva orientar a sua tomada de decisão. Se você estiver executando sites legítimos, não deverá se preocupar em hospedá-los no mesmo C-Block, já que o site poderá ser manipulado pelo Google (que vai trabalhar com os dados dos IPs, seja no formato em que estiverem, de qualquer maneira).

Com o IPv6, acho que os “Customer Blocks” podem ser um recurso de SEO muito importante, pois é uma relação ainda mais próxima com o que era o antigo C-Block, e isso é algo que o Google provavelmente irá usar. Ainda vai levar um tempo até que o IPv6 torne-se predominante suficiente para que tudo isso seja de fato importante, portanto, neste momento, é apenas algo a ter em seu radar para ficar por dentro quando o Google começar a aumentar a importância do IPv6 no SEO ao longo dos próximos dois anos.

—–

Artigo de Tom Anthony, publicado originalmente no iMasters.

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Os seis maiores mitos de SEO

SEO

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As estratégias de SEO são dinâmicas se considerarmos que os algoritmos dos motores de busca passam por constantes atualizações de tempos em tempos. A título de exemplo, podemos citar o Google Panda 4.0, que foi o último “update” do buscador mais famoso do mundo e trouxe diversas mudanças nas perspectivas dos especialistas do SEO.

Esse dinamismo cria constantemente diversas novidades e, na mesma proporção, os mitos. Sim, aquelas ideias equivocadas sobre otimização que ganham popularidade na web, mas que não possuem o mínimo embasamento verídico e sequer foram testadas por especialistas.

Acompanhe, a seguir, seis mitos do SEO que podem confundi-lo:

1- SEO é igual a ranking nas redes sociais

Não é bem assim. Evidentemente, um engajamento nas redes sociais contribuirá para a construção de autoridade da marca e, em consequência, classificações elevadas de usuários sobre sua empresa na rede. Porém, existe uma enorme diferença entre correlação e causalidade.

O acúmulo de retweets e curtidas, por exemplo, não conseguirá mover seu site ou página para as primeiras colocações dos buscadores.

Ou seja: não é a publicidade nas redes sociais que irá causar as melhores posições no Google. Isso porque o algoritmo não considera sua autoridade nesses ambientes de interação online, mas principalmente outros fatores.

2- SEO é apenas links e palavras-chave

Trata-se de um mito construído pela própria evolução do SEO, afinal, até pouco tempo, as principais estratégias para ranqueamento eram fundamentadas em construção de links e palavras-chave.

Ambos continuam sendo táticas essenciais para um bom SEO. No entanto, a otimização não é composta apenas de métodos simples, e os buscadores têm relevado cada vez mais a real autoridade do seu negócio, tanto em meio físico quanto virtual. Em suma, isso significa que quanto maior for o investimento em sua marca e na construção do seu negócio, melhor será a sua posição nas pesquisas.

3- SEO Técnico está morto

Os mecanismos de busca estão valorizando o conteúdo e o contexto no qual as palavras-chaves são inseridas. Sim, é fato. Mas isso não quer dizer que táticas como otimização de URLs, metas tag, redirecionamento e outras estratégias de SEO técnicos estejam “mortas”.

É extremamente importante que os especialistas compreendam as noções da parte técnica do SEO para incluí-las durante a otimização de um site, blog ou e-commerce para conseguir melhores resultados.

4- Implementei todas as estratégias. SEO finalizado

Não, não se engane. Na realidade, a otimização nunca está acabada, já que, como mencionamos logo no início, o SEO é dinâmico.

Em uma analogia simples, é como uma estrada repleta de curvas, e é necessário estar constantemente atento às mudanças, melhorando o que já foi feito e implementando novas táticas quando os algoritmos sofrem “updates”.

5- Pagar AdWords garante melhor ranqueamento

Primeiramente, é fundamental lembrar que otimização não é o mesmo que links patrocinados. Enquanto a primeira é trabalhada dentro da busca orgânica – os resultados naturais advindos de pesquisas dos internautas –, o segundo é um serviço de publicidade do Google que não tem nenhuma relação com o SEO.

Portanto, evidentemente, não são comparáveis. Com o AdWords, sua marca será exibida como um anúncio na lista do buscador, mas não será um resultado orgânico.

6- As estratégias para mensurar resultados de SEO nunca mudam

Uma única forma de mensuração não deve existir no cenário de resultados do SEO. Toda estratégia para medir deve refletir dados consistentes, trazendo informações substanciais sobre o que deve ser ajustado, modificado ou recuperado na otimização.

Mas, para que isso seja possível, se acomodar somente em uma estratégia de mensuração não é aconselhável. Novamente, o SEO muda de tempos em tempos, e isso inclui as ferramentas para análise de resultados.

O ideal é fazer estudos aprofundados – e isso inclui estatísticas e análises de comportamento dos internautas –, buscando identificar todas as variáveis do conjunto estratégico de SEO implementado.

—–

Artigo de Hildebrando Trannin, publicado originalmente no iMasters.

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Encontre erros de JavaScript com o Google Analytics

Google Analytics

Google Analytics

O Google Analytics é bem mais que um contador de acessos ou ferramenta demográfica – você pode construir toda a sua carreira por ser um analista de Google Analytics. Você pode medir a efetividade de uma campanha, o fluxo de visita de um site (como do anúncio até o carrinho de compras) e definir ações como suporte de navegador com base nas informações de seus usuários.

Mas essas são todas funções que não atingem os devs. O que nós, desenvolvedores, podemos fazer com o Google Analytics, no entanto, é rastrear erros através de eventos personalizados.

Este é um pequeno exemplo de como implementei a checagem de erros no analytics:

1 // Track basic JavaScript errors
2 window.addEventListener('error', function(e) {
3     _gaq.push([
4         '_trackEvent',
5         'JavaScript Error',
6         e.message,
7         e.filename + ':  ' + e.lineno,
8         true
9     ]);
10 });
11
12 // Track AJAX errors (jQuery API)
13 $(document).ajaxError(function(e, request, settings) {
14     _gaq.push([
15         '_trackEvent',
16         'Ajax error',
17         settings.url,
18         e.result,
19         true
20     ]);
21 });

Agora, quando você abrir o Google Analytics, vai poder visualizar informações de eventos personalizados (custom event) com outros status do site. Claro que você terá que dizer ao pessoal do marketing que aquilo não é um erro, mas features, mas essa é outra história.

Considere usar o Google Analytics para encontrar erros no seu site. Você me agradece depois.

—–

Texto de David Walsh, publicado originalmente no iMasters.

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Otimizando uma página para o Google In-depth articles

Imagem: resultados do Google In-Depth articles

Resultados do Google In-Depth

Em agosto postei um artigo sobre o Google in-depth articles, um novo sistema que pretende dar maior destaque às páginas que possuem mais aprofundamento sobre determinado assunto. Bem, o sistema ainda não está totalmente implementado e será liberado gradualmente, iniciando por territórios de idioma inglês.

Mas como adotar boas práticas para ficar bem ranqueado no Google in-depth articles? Deixo aqui alguns passos que podem ajudar a deixar o seu assunto no topo da cadeia de buscas. Mas claro que tudo isso deve ser trabalhado dentro de uma quantidade de conteúdo realmente relevante e aprofundada sobre determinado assunto, sendo assim, não se aplica para estratégias de marketing que têm como objetivo divulgar algo de forma superficial.

Esquema de Artigos da Schema.org

Boas práticas para formatar seu conteúdo estão documentadas no link http://schema.org/Article. As marcações ajudam os algorítimos do Google a entender suas páginas. Dentre estas marcações destacam-se:

  • Uso de cabeçalho para introduzir o seu artigo, como o título. (headline).
  • Um cabeçalho alternativo com um subtítulo. (alternativeHeadline).
  • Utilize imagens e permita que suas imagens estejam indexáveis.  (image).
  • Descreva brevemente sobre o que você está falando. Defina um resumo do assunto abordado. (description).
  • Defina data de publicação. (datePublished).
  • Por fim coloque seu artigo completo. (articleBody).

Ao lado de cada descrição coloquei a marcação que deve ser utilizada em seu HTML. Vamos a um exemplo prático para isso.

<html>
<head>
	<title>Teste com Schema.org</title>
</head>
<body>
<main itemscope itemtype="http://schema.org/Article">
	<header>
		<h1 itemprop="headline">Colocando meu artigo no Schema.org</h1>
		<div itemprop="author">Felipe Moraes de Vasconcelos</div>
		<div itemprop="datePublished">28/10/2013</div>
	</header>
	<article itemprop="articleBody">
		<img itemprop="image" src="http://searchengineland.com/figz/wp-content/seloads/2012/02/schema-org1.jpeg">
		<p>Os itemprop são utilizados para definir valores semânticos ao conteúdo do seu artigo. Eles ajudam a mostrar 
aos mecanismos de busca que tipo de conteúdo está sendo utilizado realmente pelo criador do conteúdo.</p>
	</article>
</main>
</body>
</html>

A primeira coisa a se fazer é definir qual escopo de formatação você está utilizando através do itemscope itemtype. O schema.org definiu vários tipos de formatações para cada caso. Caso queira ver outras formatações confira aqui

Depois disto, vamos utilizando as microdatas através da propriedade itemprop para definir a semântica do seu artigo. Estas formatações vêm para dar maior sentido ao conteúdo HTML. A utilização do HTML5 para o artigo também é bem-vinda, marcações como <article><header> e etc. possuem melhor significado semântico que <div> e com isso ajudam os mecanismos na indexação.

Marcação Authorship

Esta marcação ajuda os mecanismos a achar um autor real e relevante. Assim, ele também será linkado em resultados de busca. Para configurar o Authorship, primeiro é necessário ter uma conta no Google+ com uma foto do autor. Então linka-se o conteúdo ao perfil do Google+ através de um e-mail verificado ou através de um link para o Google+ dentro do seu artigo. Veja com mais detalhes aqui

Declaração de Paginação

Algumas publicações exigem mais que uma simples página HTML e com isso elas são distribuídas em partes de HTML separadas. Identifique a continuação do artigo através da tag <link rel=”[next/prev]”> declarando o HTML que continua sua publicação.

<html>
<head>
	<title>Teste com Paginação</title>
	<link rel="next" type="text/html" href="http://www.exemplo.com.br/artigo-part2.html">
</head>
<body></body>
</html>

Em páginas com conteúdo semelhante também é importante declarar um link informando as outras páginas que possuem este conteúdo. Exemplo: páginas que mostram determinados produtos onde a única diferença está na ordenação dos mesmos. Enquanto uma mostra em ordem alfabética a outra mostra do mais barato para o mais caro. Neste caso “linke” a página principal com o termo , para os buscadores a identificarem como um conteúdo original e não 2 conteúdos idênticos.

http://www.exemplo.com.br/produtos.php?order=nome
http://www.exemplo.com.br/produtos.php?order=preco

<html>
<head>
 <title>Teste Canonical</title>
 <link rel="canonical" type="text/html" href="http://www.exemplo.com.br/produtos.php">
</head>
<body></body>
</html>

Identifique sua marca

As pessoas procuram por segurança em determinado conteúdo. Ajude o Google a identificar sua marca “linkando” sua marca ao Google+ ou usando a marcação “organization” do Schema.org.

<div itemscope itemtype="http://schema.org/Organization">
  <a itemprop="url" href="http://www.exemplo.com.br/">Home</a>
  <img itemprop="logo" src="http://www.exemplo.com.br/logo.png" />
</div>

Nunca mantenha seu conteúdo restrito

Páginas que necessitem de senhas e cadastros para serem acessadas não poderão ser indexadas pois as ferramentas de busca não consegue acesso.

Conclusão

Como podemos ver a otimização envolve muito da utilização de microdatas, mas o mais importante para se obter um bom rankeamento no Google In-depth article, é a criação de um conteúdo relevante e realmente aprofundado sobre determinados assuntos. Algumas dessas dicas também acabam se aplicando em buscas comuns já que o In-Depth é apenas um bloco de busca dentro do algorítimo geral do Google.

Espero que tenha ajudado e espero por mais sugestões de posts.

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Felipe Moraes
Felipe Moraes

Desde pequeno eu adorei tecnologia e este sentimento me fez estudar e trabalhar com desenvolvimento, design de interfaces e interação. Esta vontade de melhorar e aprender com a tecnologia me fez estar aqui na DialHost desde 2012.

Google in-depth article, a busca por conteúdos aprofundados

resultados google in-depth article

Imagem dos resultado no google in-depth article

Desde o início de suas operações, o sistema de buscas da Google procura organizar toda a informação da internet e retornar resultados com conteúdo relevante, baseado em buscas por palavras chaves. Através de uma lógica complexa e um banco de dados gigantesco a empresa trabalha por uma web mais semântica, onde dentro deste vasto mundo de informações digitais, nós usuários podemos achar o que desejamos sem ter que passar horas buscando através de links e mais links.

Sei que o que eu falei acima não é tanta novidade, mas introduz o novo sistema in-depth article, que a Google vem implementando gradualmente nas suas buscas. Este novo sistema pretende dar maior destaque às páginas que possuem mais aprofundamento sobre determinado assunto. Assim, mesmo páginas mais desconhecidas podem aparecer na frente em resultados de buscas, por terem um conteúdo mais aprofundado.

Mas não se preocupem esta área será diferenciada pelo título, até então em inglês “in-Depth articles”. Este bloco que será mostrado como o já conhecido bloco de vídeos e apenas em algumas buscas por termos amplos.

O objetivo desta opção é facilitar o acesso à conteúdos que são muito bem aprofundados, mas que já não apresentam um rankeamento alto por não serem mais tão recentes e populares, dentre outros fatores avaliados pela Google nos resultados convencionais.

O in-depth article ainda não está completamente implementado e só funciona em buscas pelo google.com (em inglês), mas a ferramenta terá implementação gradual. No Blog oficial de desenvolvedores, eles indicam práticas para implementar no seu código html que ajudam o algoritmo de busca a encontrar um artigo in-depth (veja o artigo sobre in-depth search)

 

Referências:

Conheça os servidores dedicados DialHost. Alto desempenho com DataCenter no Brasil

 

Felipe Moraes
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